[...]
Mas
aparecem-te as palavras, despojadas,
impregnadas
de um odor de urze e mato.
Precisam
de sal precisam de forma
precisam
de pão.
Que
hás de fazer?
Lá
vão elas, pólen a adejar.
As
palavras são assim,
entidades
estranhíssimas.
Fabricam
niquices, às vezes,
às
vezes, música de catedrais.
Lídia Borges, (2021), Que farei com este azul que me beija.
