A Ciência ainda não achou para o Amor
instrumento que lhe meça a intensidade.
Não sei se será mentira ou verdade,
Ama-se ou não se ama – dizem,
numa lógica de tudo ou nada
e fica a questão arrumada.
Perante tal achado,
descubro hoje, espantado
que depois de tanto te amar
afinal não tanto te amei.
É que, para o “nada”, muito vi
e para o “tudo”, pouco foi o que achei.
Ser este ser comedido
põe-me, num certo sentido,
a par dos maiores amadores:
sempre apartados do mundo
não lograram amor profundo
e viveram, morrendo de amores.
Lídia Borges
