Umas creem que o amanhã será melhor
outras esperam que não seja pior.
Há umas que esbracejam muito
[é o seu modo próprio de respirar]
outras há que respiram sem esbracejar.
Algumas não acreditam nem esperam nem lutam,
ainda respiram,
porém os seus infinitos chegaram ao fim.
Quase todas estão infetadas de mundo.
Há umas (poucas) que são o meu mundo,
o princípio do infinito, de mil infinitos.
Ou mais ainda.
Lídia Borges
(Foto tm.)
