Dou-a por perdida,
viro-lhe as costas e reparo
incrédula
que, como um animal doméstico,
a poesia me persegue
à espera que eu diga
o que já não pode ser dito
– a harmonia
entre o verso e o mundo.
A poesia que eu melhor sabia
morreu-me.
Da outra, só a banalidade me cerca.
Lídia Borges
