Floresce para além de qualquer
pensamento de inverno
que lhe cerque a raiz.
Acorda das cinzas. Permanece, floresce.
Sem ter chegado, regressa
ao lugar de onde nunca partiu.
Ao lugar que é seu.
Floresce e é-lhe o corpo leve,
sem limites
sem muros nem prisões.
E ousa uma linguagem outra
que ignora as palavras.
Fecho os olhos para a saber melhor.
Acorda das cinzas, floresce, renasce.
Lídia Borges
