Ando a
ponderar seriamente usar, em quanto faço, o pseudónimo e o nome, juntos. Foi uma ideia
que me assaltou ao verificar que, de cada vez que recebo mensagens ou e-mails com
convites para ir aqui ou ali, estes começam, normalmente, com um afetuoso - Cara
Olívia/Lídia ou Cara Lídia/Olívia. Talvez passe a usar os dois, assim, lado
a lado.
Porém,
suponho que devo evitar a barra (/) que, de certo modo, me divide em duas
partes iguais, sem contar com a inevitável diferença que as une. Pensei na
hipótese de escrever um, em Arial 10 e outro em Areal 12, letra maior
ou menor, conforme o momento se inclina mais para a terra ou mais para o ar.
O
desdobramento não é má ideia, de todo, permitir-me-á tornar mais presente o
diálogo permanente, umas vezes descontraído e natural, outras, conflituoso e dramático.
Assumir
o dois em um aumenta as minhas possibilidades de aceder a uma voz única
assente em duas visões distintas. Não é a mesma coisa observar um objeto, um acontecimento,
a partir do solo ou do alto de uma nuvem.
Nunca
olhei coisa alguma que não me devolvesse o olhar. Ignorar a resposta ao
primeiro olhar (o meu) ou a pergunta que se segue posta pelo segundo olhar (o que
me é dirigido) é, no mínimo redutor, quando não esquisito.
Hoje
escrevo em Areal 10. Ou será 12?
