terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Tamanho

 


Ando a ponderar seriamente usar, em quanto faço, o pseudónimo e o nome, juntos. Foi uma ideia que me assaltou ao verificar que, de cada vez que recebo mensagens ou e-mails com convites para ir aqui ou ali, estes começam, normalmente, com um afetuoso - Cara Olívia/Lídia ou Cara Lídia/Olívia. Talvez passe a usar os dois, assim, lado a lado.

Porém, suponho que devo evitar a barra (/) que, de certo modo, me divide em duas partes iguais, sem contar com a inevitável diferença que as une. Pensei na hipótese de escrever um, em Arial 10 e outro em Areal 12, letra maior ou menor, conforme o momento se inclina mais para a terra ou mais para o ar.

O desdobramento não é má ideia, de todo, permitir-me-á tornar mais presente o diálogo permanente, umas vezes descontraído e natural, outras, conflituoso e dramático.

Assumir o dois em um aumenta as minhas possibilidades de aceder a uma voz única assente em duas visões distintas. Não é a mesma coisa observar um objeto, um acontecimento, a partir do solo ou do alto de uma nuvem.

Nunca olhei coisa alguma que não me devolvesse o olhar. Ignorar a resposta ao primeiro olhar (o meu) ou a pergunta que se segue posta pelo segundo olhar (o que me é dirigido) é, no mínimo redutor, quando não esquisito.

Hoje escrevo em Areal 10. Ou será 12?