A pulsão de mãos invisíveis
remexendo a terra ainda fria, fértil;
o milagre das coisas sem nome
que brotam e sobem ao pensamento;
a bondade dos pássaros;
o acalento das seivas...
Cheira tão bem.
Não sei se é das glicínias
se dos poemas por vir.
Lídia Borges
