sem que palavra alguma venha reclamar existência
na ampla planície dos silêncios.
Mas,
vem de onde este sentimento miserável que se instala?
Esta sensação incómoda de ter amordaçado em mim o outro de mim.
Aquele que desconfia e interroga
emoções
contradições
alusões
ilusões,
visões
e até o Belo, imagine-se!
Aquele que é pasto fértil para a palavra
e intenta contra qualquer broto de emudecimento,
na soleira do poema.
Lídia Borges
