quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Cor-de-rosa

 

Hoje é a magnólia

 a atravessar-me o primeiro olhar.

Não a palavra magnólia com tudo o que ela possa ter

de sedução e encanto. Não a palavra, hoje,

mas, a magnólia, ela mesma

traduzida em braços nus, sem graça nem novidade.

Do lado esquerdo, porém,

olhada do lugar onde estou,

acendem-se três novelinhos de cor rosa.

Pouso neles toda a minha atenção

e, por momentos, parece-me 

mais afável e cálido este dia último 

de janeiro.


Não me furto à carícia.


Lídia Borges (2024/01/31)