Hoje é a magnólia
a atravessar-me o primeiro olhar.
Não a palavra magnólia com tudo o que ela possa ter
de sedução e encanto. Não a palavra, hoje,
mas, a magnólia, ela mesma
traduzida em braços nus, sem graça nem novidade.
Do lado esquerdo, porém,
olhada do lugar onde estou,
acendem-se três novelinhos de cor rosa.
Pouso neles toda a minha atenção
e, por momentos, parece-me
mais afável e cálido este dia último
de janeiro.
Não me furto à carícia.
Lídia Borges (2024/01/31)
