sábado, 20 de janeiro de 2024

Eugénio de Andrade






Ofereceram-me, há anos, esta Antologia – "Eugénio de Andrade" – que junta vinte poemas de Eugénio e vinte desenhos de Jorge Pinheiro. Veio a público em 2019, pelas Edições “Afrontamento”, coordenação de José da Cruz Santos e prefácio de João Miguel Fernandes Jorge. Neste, a dada altura, pode ler-se o seguinte: «Atrevi-me a perguntar-lhe (a Eugénio) quais eram os seus ‘fantasmas’. Respondeu-me assim: - são o pastor, a criança e a mulher de negro» (“relâmpago”, n.º 15, 10/2004).




É um livro que gosto de revisitar, de tempos a tempos. A “mulher de negro” atravessa estas páginas com intensidade e vasta simbologia. Palavras e imagens formam um todo quase perfeito. Não se trata de simples ilustrações. São, antes, palavras e desenhos que dialogam entre si, num silêncio carregado de emoções. São representações vivas da vida, da dor, da errância, da morte. Não me canso de certas obras, de obras certas.
Lídia Borges