Se puderes pára
um pouco,
deixa que te dê
a mão
e fiquemos
assim
a escutar este
rio veloz
que nos
atravessa.
Acreditemos que
é verão
e como quem
colhe maçãs
apanhemos as
nuvens
que o céu vai
deixando cair.
Porque sendo verão
o céu
deve estar
limpo e azul.
Com elas
façamos um barco
para navegarmos
na claridade
das palavras
irreprimíveis.
É tempo de
aprendermos
a sua
pronunciação.
Lídia Borges
(2011) No Espanto das mãos/o verbo
