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Um poema nórdico ao dia
Um espelho fala
em meio ao sono,
absorve a realidade.
Lá fora espelham-se as nuvens, navegam no céu
como um navio em direção ao porto.
Quantos portos
há no céu?
Pergunte ao espelho, antes que a realidade acorde
e o silêncio assuma.
Ele é sedento como as nuvens.
Tudo isso
acontece na alma.
As palavras flutuam no céu
e se levantam do abismo,
caminham cidades adentro
e se espelham nas nuvens
como as cores na luz.
Einar Már
Guðmundsson
(traduzido do
islandês por Francesca Cricelli)
