terça-feira, 9 de abril de 2019

E as nuvens eram poemas...




Amavam-se solenemente nos nocturnos de Chopin e no sorver lento do chá de tília, à hora de deitar. Era um tempo perfumado de malvas e giestas, e as nuvens eram poemas que flutuavam em redor de uma montanha, lá muito ao longe.

Não podiam saber que poemas e nuvens haveriam de erguer-se, densos, entre eles.