Arthur
Schopenhauer, um "velhaco" quase "perfeito".
Não fosse o
filósofo germânico, que considera a vida mais fumo do que luz, defender a Arte,
a contemplação estética como meio privilegiado para escapar ao sofrível da
realidade e a uma vida por demais redutora, e eu retirava esse "quase" aí em
cima.
Ora vejamos:
"Por viver
feliz, se deve entender 'menos infeliz'."
"A vida não
existe para que a gozemos, mas para que a soframos."
"O destino é
cruel e os homens dignos de compaixão."
"Há
benefícios em sacrificar prazeres para evitar sofrimentos."
Embora me pareça
que no final de tudo isto, deste tempo de "fumo" e de reclusão, nenhum
de nós terá motivo para lançar uns foguetes, a verdade é que o pessimismo não
existiria sem o opositor otimismo. E, claro está, tanto sofrimento também cansa. Havemos,
pois, de resistir, "de ir ao futuro". Entretanto, leia, ouça música, pinte, faça o seu pão, cante, dance... Se não tiver par, invente-o, mas não desista. Resistir é a palavra de ordem. Resista!
Lídia Borges
