quinta-feira, 26 de março de 2020

Pessimismo?


Arthur Schopenhauer, um "velhaco" quase "perfeito". 
Não fosse o filósofo germânico, que considera a vida mais fumo do que luz, defender a Arte, a contemplação estética como meio privilegiado para escapar ao sofrível da realidade e a uma vida por demais redutora, e eu retirava esse "quase" aí em cima. 

Ora vejamos:

"Por viver feliz, se deve entender 'menos infeliz'." 
"A vida não existe para que a gozemos, mas para que a soframos."
"O destino é cruel e os homens dignos de compaixão."
"Há benefícios em sacrificar prazeres para evitar sofrimentos."


Embora me pareça que no final de tudo isto, deste tempo de "fumo" e de reclusão, nenhum de nós terá motivo para lançar uns foguetes, a verdade é que o pessimismo não existiria sem o opositor otimismo. E, claro está, tanto sofrimento também cansa. Havemos, pois, de resistir, "de ir ao futuro". Entretanto, leia, ouça música, pinte, faça o seu pão, cante, dance... Se não tiver par, invente-o, mas não desista. Resistir é a palavra de ordem. Resista!

Lídia Borges