Ah, este inverno
tão carregado de temporais
e de memórias dos que me morreram
e, a cada despedida,
me mataram um pouco mais.
Preciso de acolher o sol,
de habitar o sótão devoluto
da imaginação
ouvir a voz dos anjos
que proclamam o fim do luto.
De quantas mortes
precisa um ser humano
para morrer por inteiro?
Lidia Borges (2025) in DesarRumos
(Imagem - Pinterest s/ ind. autoria)
