quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fragilidade

Por indecifráveis processos metafísicos, transformara-se numa frágil estatueta de vidro prestes a quebrar-se.
Pediu que lhe pegassem com cuidado e a colocassem sobre o napperon da inutilidade no móvel das desvivências.
Talvez ali, liberta de vaticínios pudesse então, adormecer…

24 comentários:

Luciana disse...

Obrigada pelas visitas mil beijos

Cris França disse...

ficamos assim mesmo depois das magoas...precisamos todos de restauração. bjs

Jaime A. disse...

tão ténue, tão frágil, tão lindo...

AFRICA EM POESIA disse...

Lidia
Lindo a imagem...


deixo com carinho


O MAR


Mar...
O Mar longínquo...
Onde eu me transporto e me
transformo...


O Mar...
Que eu sentada olho ao longe...


O Mar...
Tão sonhador, tão profundo e tão
distante...


O Mar...
Onde as ondas azuis e brancas, deslizam
suavemente...


O Mar...
Que tem tanto amor e tanto mistério...


O Mar...
Que leva tudo e tudo devolve...


O Mar...
Que me deixa amar o infinito...


E... que sonha, ama e chora...
E deixa-me: amar, sonhar e chorar com
ele...


LILI LARANJO

UBIRAJARA COSTA JR disse...

Tão delicado texto... Tão bonito!...
Um abraço

angela disse...

Como é dificil ficar assim fragil, é preciso se retirar para não quebrar.
abraços

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Há que se ter cuidado. Até o amor, em determinados casos, é fráil.

Beijos!
Alcides

Victor Gil disse...

Amiga Lidia.

Na jarra das inutilidades,
colocamos muitas vezes,
gotas de fragilidades.

Um beijo querida amiga.
Victor Gil

João de Sousa Teixeira disse...

"...napperon da inutilidade..." é onde se colocam todos os objectos que permitam ver... o napperon.
O seu texto, porém, é bem seu. Merece um naperão.

Beijinho
João

Alberto Oliveira disse...

Sou um frágil adereço
ou o ícone da utilidade?
sou aquilo que não pareço
ou a mentira da verdade?

Beijos e sorrisos.

Eva Gonçalves disse...

De uma clareza cristalina... e belo como sempre :)beijo

Akhen disse...

Lidia

Tão frágil, imensamente forte e tão metafisicamente desejando adormecer para que o sonho chegasse.

O que é belo não se explica, fecham-se os olhos e cria-se a imagem no pensamento.

Paz e Luz no se caminho

Maria P. disse...

Belo.Mesmo.

Beijinho*

Graça Pereira disse...

Adormecer...é sempre livrar-se de vaticínios!
Lindas as palavras, lindo o pensamento e a mensagem. Mas aqui, é sempre assim !
Um beijo.
Graça

Anónimo disse...

Talvez só assim se esqueça de pensar e sofrer...
Um belo poema que nos faz refletir e sentir, muito!

Um Beijo

DIABINHOSFORA disse...

A subtileza, na força das tuas palavras!
O mundo está frágil mesmo...está "de vidro", como tão bem dizes...esperemos que seja suficientemente forte para resistir às "desvivências".

Beijinhos

Graça disse...

Adormecer... para um novo acordar. Belo o texto, como te é natural.

Beijo e bom fim de semana, querida Lídia

ana disse...

lindo! quem não queria que lhe pegassem com cuidado e livre de vaticinios pudesse descansar. quem me dera Lídia, quem me dera!
obrigada pela imagem que ficou gravada nas palavras.

Alma Mateos Taborda disse...

Hermoso y cálido. Felicitaciones!Un abrazo

aapayés disse...

Un gusto inmenso conocer tu blog.. es maravilloso..

Te sigo para poder leerte con mas frecuencia..


Un abrazo
Con el saludos fraternos de siempre

Que tengas una buen fin de semana...

Carlos Gonçalves disse...

Velhice!

Um beijo, Lídia.

Carlos

Demóstenes disse...

Gostei imenso de perder-me por aqui.

Parabéns pelo blogue.

maria teresa disse...

Não me "perdi" como o Demóstenes mas interiorizei a dúvida que ficou no ar, será o que me aguarda num futuro mais próximo do que desejo, o ficar "liberta de vaticínios" (...) e "adormecer"?

Gabriela Rocha Martins disse...

tão belo quanto tão suave

( quisera eu!!!! )



.
um beijo