quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Solidão

Só o limoeiro resistia ainda às garras mortais do abandono, ainda que nas suas folhas já se insinuasse a noite. Os limões maduros eram pequenos sóis ovais que aqueciam as vozes dos pássaros nas horas poentes dos relógios.
Era o momento das almas penadas despontarem do chão para se entranharem nos interstícios da mente.
Dizia, então:
Tenho medo, quando estou só e não me dói nada.
Temo já ter morrido!

26 comentários:

João de Sousa Teixeira disse...

Não o sabe, não pode sabê-lo, mas o mais adequado seria eu pegar agora na caneta, quer dizer, no teclado, e escrever: "respondo-lhe amanhã, minha amiga". Mas não vou fazer isso porque, como já disse não o entenderia.
De momento quero apenas beliscá-la. Dói, não dói? Então é bom sinal...
Amanhã saberá o resto.

Beijinho
João

Memória de Elefante disse...

A solidão quando não dói é porque ultrapassaste a tudo e estás plena, fortalecida, cheia de vida!

Beijo

Graça Pereira disse...

...Nashoras poentes dos relógios... a solidão, instala-se, quanta vez!
Um beijo Amigo Graça

Humildevaidade disse...

"Creio na poesia, no amor e na morte e por isso mesmo creio na imortalidade" E isto???

Lindo texto Lídia...

"Era o momento das almas penadas despontarem do chão para se entranharem nos interstícios da mente." Como as conheço bem...

*

UBIRAJARA COSTA JR disse...

Quando a solidão não dói, é porque deixou de ser solidão para ser apenas o estar-se a sós consigo mesma... já não há o que temer.
beijos

Gabriela Rocha Martins disse...

Tenho medo, quando estou só e não me dói nada.
Temo já ter morrido!



impossível .quem assim escreve tem sempre uma dor algures .que mais não seja ,dói.lhe a NÃO DOR


.
um beijo

Alberto Oliveira disse...

... das almas penadas pouco ou nada sei. Da solidão - que conheço razoavelmente, não a receio. Diria até que é uma "companhia" agradável quando a procuro, pois não me questiona, dá-me sempre razão e deixa-me fazer tudo o que me dá na real gana.

Sorrisos.

angela disse...

Bonito poema, fala de como precisamos do outro para sermos. Até para saber que estamos vivos.
Beijos

Cris França disse...

ai eu...limoeiro em pé. lindo texto! bjs

Carmo disse...

Gostei muito do poema. Quando a solidão deixa de doer é porque a conseguimos vencer. Mas o que é a solidão? Ver os idoso morrerem sós porque as famílias se descartaram deles? "sentir só entre a multidão"?
Obrigada lídia por este poema


carmo

_Sentido!... disse...

... mas tu já não tens medo!...
... e há sempre algo que te dói porque és pessoa extraordináriamente sensível!
... e há um estar só de solidão que dói que se farta!
mas... todas as viajens valem a pena, nem que seja só para ter certezas...

Beijo, amiga querida.

nydia bonetti disse...

Lídia

Chega um tempo em que a solidão já não dói... Transborda. Ainda não sei se isto é bom ou ruim. Mas é assim. Beijo, querida.

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, não existe solidão onde caiba a esperança!
Não tenho medo da solidão, mas tenho medo da noite.

Um beijo.

Carlos

Graça disse...

Lindíssimo texto... não doer é renegar o sentimento.


Beijo meu, Lídia.

Unknown disse...

QUERIDA AMIGA,SABES K EU LIDO DE PERTO COM A SOLIDÃO...MAS ENFRENTO-A COM MUITA NATURALIDADE.CLARO K HÁ DIAS K NECESSITAMOS DA COMPANHIA DOS OUTROS PARA PARTILHARMOS AS NOSSAS VIVÊNCIAS,MAS DE UMA MANEIRA GERAL APRENDEMOS A LIDAR COM ELA E ATÉ SENTIMOS A FALTA DELA PARA PODERMOS SER AQUILO K QUISERMOS SEM TERMOS QUEM NOS AZUCRINE A CABEÇA!!!BEIJOS DOCES!!!

Alê... disse...

Ola Lidia, boa tarde!

Belo Poema!

Acredito que a solidão só dói quando não enxergamos mais em nós a cia. de que realmente necessitamos!
Quando nos abandonamos e deixamos nas mãos de alguém nossa felicidade!
A solidão é necessária, assim como também é necessário a companhia das pessoas que amamos...
Tudo são experiências de um belo viver...

Bjkas....

ale...

Fernanda disse...

Que belos comentários tu tens! Pois, a qualidade tem de ser reconhecida!Não tenho vindo aqui, não tens escritos meus, mas eu procuro-te quando preciso porque apesar da máscara, eu também tenho medos e nada me dói! Ah, dói-me ainda o menisco:)! beijinhos, parabéns.

_Sentido!... disse...

Oláaaaa!...:)

Venho deixar um beijo e desejar uma noite feliz:)))

Sorriso meu, Lidia.

_Sentido!... disse...

Eu acho que tu sabes como eu fiquei feliz com esse carinho :)))

margusta disse...

Lídia,
..uma delícia tudo o que escreve. ADOREI este texto poético!

Um beijinho e um bom fim de semana!
Margusta

sideny disse...

Lindo o texto e bela foto.

bej

Memória de Elefante disse...

Lidia!

Só passei para agradecer teu comentário...também gosto do David Mourão e o poema é especial!
Aqui temos feriadão no Brasil...
Um Beijo além deste Oceano...

Parapeito disse...

..Há dores que são precisas...
Gostei
Dias cheios de brisas mansas***

Akhen disse...

Foi a primeira vez que escrevi um comentário aqui no blogue.
Venho frequentemente ler os seus escritos. Venho, porque ao ler, transporto-me para além de onde estou.
Leio e fico parado construindo os quadros que as palavras, por si só, resolvem colocar diante do meu pensamento.

Paz e Luz no se caminho

♥ ♥ Eu disse...

Um beijo e ótimo fds prá vc...sem solidão.

JAIRCLOPES disse...

A solidão por definição é um prato que não divide; é um "estar" único e inviolável, onde o ser encontra a si mesmo. Daí, a traduzir em palavras para que outros "sintam" o mesmo, vai uma distância imensurável. Parabéns pela maneira que expôs esse momento único.