terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estrela

Se dos meus olhos
Fluísse só a liquidez mais bela
De um luar de Janeiro,

Se dos meus dedos jorrassem
Gestos de supremo entendimento
E na minha mente,
Os pensamentos brincassem
Como crianças de bibe
Em jardins de alfazema,

Se nos recantos brancos da minha alma,
Das sementes humedecidas,
Nascessem apenas rebentos de perfeição,

Poderia então subir a montanha,
Abordar o azul mais intangível,
E tocar a estrela do meu coração.

29 comentários:

O mar me encanta completamente... disse...

Estive doente, por isso, distante...
Senti saudades...
Que lindo!!
Uma poética linda onde seus versos nos transporta a outra dimensão...
belíssimo poema...
Te visitar é sempre tão gostoso.
Que Papai do Céu esteja ao teu lado de modo muito especial e
q Ele te dê muita sabedoria na caminhada dessa vida!


Beijos

Glória

Unknown disse...

Se dos meus olhos
se dos meus dedos
se do meu coração
................nascessem flores puras e belas
...poderia subir à montanha e ficar bebendo tanta beleza infinitamente perfeita..........

José Pedro Viegas disse...

Os recantos da montanha e os recantos da alma num poema que nos toca o coração.

JP

Anónimo disse...

A perfeição, um sonho inatingível.
Mas através da poesia tudo é possível!
Muito bonito!

Um beijo

Cadinho RoCo disse...

Se pudéssemos tudo...
Cadinho RoCo

Graça Pereira disse...

Sonhar, é sempre possível e caminhar de encontro ao sonho, é uma missão !!
Um beijo
Graça

luís filipe pereira disse...

Parabéns pela beleza deste poema. Apreciei, sobremaneira, a construção - em paralelismo anafórico - condicional, a repetição do "Se" que abre flanco ao almejado, ao desejável, desenhando-se por veredas de sentido de intensa qualidade emotiva e imagética, acordando os sentidos, um a um, ante um "jardim de alfazema"

(agradeço-lhe a gentileza da visita e do comentário no meu blog: um espaço sempre aberto a si, à amabilidade dos "intertextuantes"
luís filipe pereira

José Carlos Brandão disse...

Linda foto, Lídia, sugestiva como os seus versos, que sonham tocar o intangível.
Beijo.

João de Sousa Teixeira disse...

Parece que estou a vê-la:
vestida com um bibe de popelina xadrez rosa e branco, saltitando num jardim com flores desenhadas por si (um V com duas bolas vermelhas nas extremidades), acariciando, curiosa, as nuvens que ousam tocar-lhe o cabelo loiro, enfeitado de fitas com vistosos laçinhos.

Bom dia e um beijinho
João

Anónimo disse...

tão perto e tão longe ao mesmo tempo!
dentro de mim:"E tocar a estrela do meu coração. "
tenha um dia maravilhoso!

Arisca disse...

Tão bonito!
Ao ler o seu poema, veio-me à memória o "Quase" de Mário de Sá-Carneiro:

"Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém..."

*um abraço

Jaime A. disse...

Um poema em "atalho crescente" até ao lindo "pico", até ao cimo da montanha. A Natureza no seu melhor, definitivamente. Parabéns!

sonho disse...

Se...porque a vida tem tantos se...mas foi com esses "se" que saiu um poema lindo;)
Beijo de um anjo

Maria P. disse...

Lugar dos meus encantos, bem bordado pelas palavras...

:)Beijinho*

angela disse...

Seria tudo perfeito!
Tão bonito quanto seu poema.
beijos

Paula Barros disse...

A foto belíssima com o poema, subi a montanha.

Com tanta beleza inscrita na alma, que se derram pelo poema, logo, logo a estrela será tocada.

abraços

Me permita disse...

Eu acho que a gente pode... Ser feliz pode ser tbm uma questão de estado de espírito!

tulipa disse...

Parabéns pelo belíssimo poema e foto a acompanhar.

Vou montar outra exposição de fotografia.
A exposição procura divulgar o que vivenciei pelos caminhos da Índia. Tendo como ponto de partida a fotografia, faço uma reflexão através do tempo sobre imagens que descrevem a solidão dos povos e o significado do seu sofrimento bem como da sua alegria envolvida pela pobreza de géneros necessários à sua sobrevivência, a par da solidariedade e esperança de uma justiça digna.

Aos poucos vou conseguindo aquilo que quero, ou seja, esta EXPOSIÇÃO está aberta aos sábados de tarde, para proporcionar às pessoas que trabalham a oportunidade de a visitar numa tarde de sábado.

Estás convidada para a inauguração no próximo sábado, dia 21 de Novembro, pelas 14h 30m.

Será desta que nos vamos conhecer?
Conto com o apoio de todos os que me têm acompanhado ao longo deste tempo, na blogosfera.
Um abraço forte.

uminuto disse...

e o melhor é quando os "ses" se tornam doces realidades
um beijo de parabéns pelo blog e obrigada pela visita

ausenda hilário disse...

Deslumbrei neste encontro, foram tantas as palavras que me tocaram. Obrigada!

Fosse a vida poema...tocaríamos cada estrela!

Abraço

Daniel Hiver disse...

E a estrela do nosso coração aparece até de dia. É aquele olhar perfeito. É aquele momento que depois que acontece se torna inesquecível. Um certo brilho no olhar que nos desconcentra. E uma vontade de sorrir sem o menor constrangimento e tomar banho de cachoeira, até aparecerem as estrelas da noite!

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, um dia destes subi a montanha, subi a serra da minha terra, e escrevi:

'Tinha subido dos vales aos montes, tinha subido à serra!

Procurei o céu, não o vi, era apenas ilusão, estava no limite da terra, o corpo pedia-me para descansar – tinha atingido o objectivo -, e de seguida encetar a marcha da descida ao vale, o encanto do entardecer, do pôr – do - sol, do Outono da vida…

Ouvi o fascínio do pedido, a volúpia do paraíso prometido, mas senti a resistência do espírito, corpo e alma em contradição, a diferença no encanto dos grandes espaços, das montanhas mais altas, das varandas sobre o infinito, em contraste com os baixios da vida, os vales profundos, as visões do abismo… Assim, em vez de descer, usei da imaginação e coloquei uma escada, a fazer de ponte, para chegar mais acima, para poder alcançar as estrelas, para atingir o etéreo!

Quero viver a eternidade, na visão deste mundo que amo, perpetuar o meu ser na vivência dos meus amores, no sonho das minhas paixões…'

Estamos em sintonia, Lídia, vamos sonhar... tocar as estrelas!

Um beijo.

Carlos

poetaeusou . . . disse...

*
nas tuas palavras
a montanha a mim chegou
,
conchinhas,
,
*

Unknown disse...

É DESLUMBRANTE ESTE POEMA! A IMAGEM K FAÇO DELE É UM LINDO CAMPO DE FLORES...É UM AMBIENTE DE PRIMAVERA,COM TEMPERATURA AMENA!!UMA COISA MESMO SUAVE...ESTE POEMA É O SIMBOLO DE TUDO O K DESEJAMOS ALCANÇAR NA VIDA!OBRIGADA!! FAZ-NOS SONHAR SEMPRE...BEIJITOS,AMIGUITA

Alberto Oliveira disse...

... Lídia (a Lídia do folhetim em papel de fantasia) subiu a montanha e no topo exclamou «Ah! o poema da Lídia da Seara com Versos, fez-me tocar a estrela que há no meu coração. Ora se eu consigo, ela com muito mais facilidade o conseguirá. Mas há alguma dúvida?!» Alípio (outro personagem desse mesmo folhetim) que por acaso passava por aqui - naturalmente perseguindo Lídia - não se conteve «Mas o que é que a Lídia que eu persigo, se mete na vida da Lídia da Seara com Versos?! É dose!!»

beijos e sorrisos.

Fred Matos disse...

Belo poema, Lídia.
Beijos

Sonia Schmorantz disse...

É a beleza dos versos conjugada a beleza das montanhas!
beijos

Akhen disse...

Lidia

Se eu alcançasse o cimo da montanha, ficava detado no chão, olhando as estrelas e o céu, sem vontade de voltar a descer.
Descia só para ler novamente o poema e voltava a subir.

Paz e Luz no seu caminho

lupuscanissignatus disse...

alfobre

de

aromáticas

constelações




*boa semana*