terça-feira, 1 de dezembro de 2009

árvores

Imersas no silêncio da tarde fria
As árvores exibem seus braços longos

Desaguam em punho cerrados,
Os braços, rasgando o ar…

Seiva incólume em ventres inchados
Na gravidez de uma primavera que virá
Se o tempo se não detiver
Nas tardes quietas do inverno.

30 comentários:

Graça Pereira disse...

Poética esta gravidez das árvores. Ao olharmos os seus braços desnudados quase desconfiamos no seu reflorir...mas nós sabemo-lo e esperamos confiantes por uma nova Primavera que chegue também ás nossas vidas.
Um beijo
Graça

José Carlos Brandão disse...

As árvores na tarde fria,
erguem os seus ramos vazios
lembrando-nos o nosso nada:
despidos para o azul de Deus.

Um beijo.

DIABINHOSFORA disse...

É mesmo bom saber que após cada Inverno vem uma Primavera. E sim, as árvores são disso testemunho.
São os ciclos da vida...no tempo e nos sentimentos.

Beijinho para ti:)

Carmo disse...

Lídia que dizer?

Apenas obrigada pelo seu blogue.

Por vezes o que escreve arrepia-me, Tal como este ciclo natural da mãe natureza, mas escrito de forma poética como só a Lídia sabe fazer é magnífico

Beijinhos

Carmo

marinaCqm disse...

Que legal essa associação
do "imersas" e "desaguam"
colocando as árvores próximas
as águas. Sintonia da natureza. =]

"Na gravidez de uma primavera que virá."
E que broto lindo virá!!!

Um grande abraço e espero sua visita!

Graça disse...

Dizer "belo" é tão pouco.

[e adorei a foto, também]

Beijos meus.

Virgínia do Carmo disse...

Belas como poemas, as árvores...

Beijinho outonal...

Tais Luso de Carvalho disse...

Querida 'nova amiga': como nos parecem carentes esses longos braços secos!! E surpreendente que voltam a florir! Tudo num processo solitário.

meu carinho
tais luso

Anónimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Gonçalves disse...

Lídia, na coincidência do tema - as árvores -, a mesma paixão em comum: a natureza!
Palavras profundas, nesta tua bela poesia.

Um beijo para ti, Lídia.

Carlos

Paula Barros disse...

Uma foto bastante diferente, pela árvore, pelo ângulo da foto, e pelo belíssimo azul do céu.

As árvores sempre me remetem a vida. E suas fases, e ciclos, e força de viver.

abraços

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

De parto parido ao céu nasçam as belezas primaveris.
Obrigada por compartilhar tão belas linhas.
Beijo!

Gabriela Rocha Martins disse...

abrem.se as árvores ,independente mente ,do tempo e das estações

aos teus belíssimos traços

os ( teus ) POEMAS



.
um beijo

Sonia Schmorantz disse...

Que beleza, quanta sensibilidade, lindo!
beijos

João de Sousa Teixeira disse...

Não, o "inverno" é tão efémero como a seiva, a poesia e a quietude das tardes. A primavera virá... com mais seiva, mais poesia e com as mesmas tardes sossegadas, para nosso deleite.
Porém, efémeras... como o inverno.
Isto não é caridoso; é verdade!

Beijinho
João

Elzenir Apolinário disse...

Olá, Lídia, anda sumida de minhas releituras. Vim ver como vc está e deparei-me com este lindo poema... Quando vejo árvores só penso em me deitar embaixo de suas sombras e esquecer tudo o mais. Bjs

Ana Echabe disse...

Hj é Dia
um bom dia.
sob lua cheia
um grande abraço em vc.
kokohmahá

Gabriela Rocha Martins disse...

irresistível a necessidade
de reler.TE




.
um beijo

Mar Arável disse...

Gosto do ciclo das marés

e dos textos que tão bem

nos interrogam

Bj

Anónimo disse...

À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim.


Um beijo

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Mesmo nuas, no inverno, as árvores abrem-nos os braços na intenção de aquecer.

Beijos!
Alcides

Anónimo disse...

Numa casa onde poetas como o Eugénio e o David Mourão fazem morada na biblioteca porta-retratada, só poderiam ser cultivados versos assim.
Ambiente bem alimentado de poesia, decorado com arte.

Tuas construções são belíssimas!
A árvore prenha, que se empenha para alcançar a primavera... em breve, acordará com desabrochares nas pontas dos seus dedos.
Ela sabe, e espera.

Um abraço.

Katyuscia.

Carlos Manuel Ribeiro disse...

“..Na gravidez de uma primavera que virá
Se o tempo se não detiver
Nas tardes quietas do inverno.”

Adorei esta passagem do teu texto!

E certamente que, a primavera virá arrebatadora e bela como sempre.

Abraço,
CR/de

nydia bonetti disse...

Somos todos árvores. Braços estendidos para o céu...

Beijos!

Cristina Fernandes disse...

A beleza das palavras na nudez duma árvore que aguarda a primavera, ainda longínqua...
Um beijo grande
Chris

UBIRAJARA COSTA JR disse...

Lidia

Gosto da paz e da beleza que temos aqui neste seu espaço, navego nas suas palavras, sonho embalada pela doce música de Andre Rieu...
Um doce espaço.
Beijos e bom dia

vieira calado disse...

Bonito poema. Com muito sentido.

Beijinho

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, na leitura, uma vez mais, desta linda poesia, o desejo de que tenhas um maravilhoso fim de semana, na paixão da natureza e do amor.

Um beijo.

Carlos

simplesmenteeu disse...

quando o inverno arrefece as tardes e nos paralisa as mãos.
quando as árvores se despem e erguem os braços como lanças de sangue e silêncio.
já uma promessa distante de renascimento se anuncia e com ela (re)começamos a vistir de verde a nossa alma.

lindas as tuas palavras Sempre.
beijo terno

Gisela Rosa disse...

é realmente uma paisagem deslumbrante....
a que as árvores desenham com seus braços.


um beijinho e obrigada