As árvores exibem seus braços longos
Desaguam em punho cerrados,
Os braços, rasgando o ar…
Seiva incólume em ventres inchados
Na gravidez de uma primavera que virá
Se o tempo se não detiver
Nas tardes quietas do inverno.
Desaguam em punho cerrados,
Os braços, rasgando o ar…
Seiva incólume em ventres inchados
Na gravidez de uma primavera que virá
Se o tempo se não detiver
Nas tardes quietas do inverno.

30 comentários:
Poética esta gravidez das árvores. Ao olharmos os seus braços desnudados quase desconfiamos no seu reflorir...mas nós sabemo-lo e esperamos confiantes por uma nova Primavera que chegue também ás nossas vidas.
Um beijo
Graça
As árvores na tarde fria,
erguem os seus ramos vazios
lembrando-nos o nosso nada:
despidos para o azul de Deus.
Um beijo.
É mesmo bom saber que após cada Inverno vem uma Primavera. E sim, as árvores são disso testemunho.
São os ciclos da vida...no tempo e nos sentimentos.
Beijinho para ti:)
Lídia que dizer?
Apenas obrigada pelo seu blogue.
Por vezes o que escreve arrepia-me, Tal como este ciclo natural da mãe natureza, mas escrito de forma poética como só a Lídia sabe fazer é magnífico
Beijinhos
Carmo
Que legal essa associação
do "imersas" e "desaguam"
colocando as árvores próximas
as águas. Sintonia da natureza. =]
"Na gravidez de uma primavera que virá."
E que broto lindo virá!!!
Um grande abraço e espero sua visita!
Dizer "belo" é tão pouco.
[e adorei a foto, também]
Beijos meus.
Belas como poemas, as árvores...
Beijinho outonal...
Querida 'nova amiga': como nos parecem carentes esses longos braços secos!! E surpreendente que voltam a florir! Tudo num processo solitário.
meu carinho
tais luso
Lídia, na coincidência do tema - as árvores -, a mesma paixão em comum: a natureza!
Palavras profundas, nesta tua bela poesia.
Um beijo para ti, Lídia.
Carlos
Uma foto bastante diferente, pela árvore, pelo ângulo da foto, e pelo belíssimo azul do céu.
As árvores sempre me remetem a vida. E suas fases, e ciclos, e força de viver.
abraços
De parto parido ao céu nasçam as belezas primaveris.
Obrigada por compartilhar tão belas linhas.
Beijo!
abrem.se as árvores ,independente mente ,do tempo e das estações
aos teus belíssimos traços
os ( teus ) POEMAS
.
um beijo
Que beleza, quanta sensibilidade, lindo!
beijos
Não, o "inverno" é tão efémero como a seiva, a poesia e a quietude das tardes. A primavera virá... com mais seiva, mais poesia e com as mesmas tardes sossegadas, para nosso deleite.
Porém, efémeras... como o inverno.
Isto não é caridoso; é verdade!
Beijinho
João
Olá, Lídia, anda sumida de minhas releituras. Vim ver como vc está e deparei-me com este lindo poema... Quando vejo árvores só penso em me deitar embaixo de suas sombras e esquecer tudo o mais. Bjs
Hj é Dia
um bom dia.
sob lua cheia
um grande abraço em vc.
kokohmahá
irresistível a necessidade
de reler.TE
.
um beijo
Gosto do ciclo das marés
e dos textos que tão bem
nos interrogam
Bj
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim.
Um beijo
Lídia,
Mesmo nuas, no inverno, as árvores abrem-nos os braços na intenção de aquecer.
Beijos!
Alcides
Numa casa onde poetas como o Eugénio e o David Mourão fazem morada na biblioteca porta-retratada, só poderiam ser cultivados versos assim.
Ambiente bem alimentado de poesia, decorado com arte.
Tuas construções são belíssimas!
A árvore prenha, que se empenha para alcançar a primavera... em breve, acordará com desabrochares nas pontas dos seus dedos.
Ela sabe, e espera.
Um abraço.
Katyuscia.
“..Na gravidez de uma primavera que virá
Se o tempo se não detiver
Nas tardes quietas do inverno.”
Adorei esta passagem do teu texto!
E certamente que, a primavera virá arrebatadora e bela como sempre.
Abraço,
CR/de
Somos todos árvores. Braços estendidos para o céu...
Beijos!
A beleza das palavras na nudez duma árvore que aguarda a primavera, ainda longínqua...
Um beijo grande
Chris
Lidia
Gosto da paz e da beleza que temos aqui neste seu espaço, navego nas suas palavras, sonho embalada pela doce música de Andre Rieu...
Um doce espaço.
Beijos e bom dia
Bonito poema. Com muito sentido.
Beijinho
Lídia, na leitura, uma vez mais, desta linda poesia, o desejo de que tenhas um maravilhoso fim de semana, na paixão da natureza e do amor.
Um beijo.
Carlos
quando o inverno arrefece as tardes e nos paralisa as mãos.
quando as árvores se despem e erguem os braços como lanças de sangue e silêncio.
já uma promessa distante de renascimento se anuncia e com ela (re)começamos a vistir de verde a nossa alma.
lindas as tuas palavras Sempre.
beijo terno
é realmente uma paisagem deslumbrante....
a que as árvores desenham com seus braços.
um beijinho e obrigada
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