domingo, 13 de junho de 2010


Amanheço
Pedra branca e fria
Verso rasurado
Não construo
Não edifico
Fico
Soterrada no poema
Não escrito

Não permaneço
Não persisto
Não aconteço
Desisto

19 comentários:

Jorge disse...

Rasurar o verso, é apagar o segredo da face oculta das pedras...
Uma boa semana.
J

a d´almeida nunes disse...

Hoje é dia de Sto António de Lisboa e de Leiria, como freguesia.

Leiria, dos rios Lis e Lena.
Que se juntam antes da foz
e lá seguem agarradinhos
várzea sorrateira e fértil

Liria, terra de poetas e prosadores
Leiria do primeiro trovador
O Rei D. Dinis
do Pinhal de Leiria
que tantos versos motivou

Francisco Rodrigues Lobo
Afonso Lopes Vieira
Acácio de Paiva

tantos outros...

antonio

Unknown disse...

na desconstrução, o fazer-se

abraço

José Doutel Coroado disse...

não fique soterrada...
não desista...

Bela construção sobre a "angústia" do poeta perante a necessidade de criar.
abs

MariaIvone disse...

Pois!
Poesia é de rompante, vertigem intempestiva que se amassa com rasura.
Adorei a forma como o descreveu.

Sonia Schmorantz disse...

Primeiro desconstruir, depois reconstruir, do jeito que se quer...
beijo, ótima semana

Sândrio cândido. disse...

deve ser triste não acontecer, mas uma escritora brasileira disse que quando não escrve está morta ou seja não acontece, talvez seja assim em você.

nydia bonetti disse...

há dias assim, mas o poema se faz, apesar deles... beijos.

dade amorim disse...

Desconstruir é sempre um fazer.
Muito bonitos, seus poemas.

Um abraço.

Anónimo disse...

Ando amanhecendo assim.

Bela construção poética a sua.

Beijo.

Unknown disse...

Fazer poesia com a construção e as rasuras.
Desistir nunca
Uma palavra só fará a força, a razão de toda a construção - AMAR

ValeriaC disse...

Tem momentos que sentimos vontade de desistir...mais a vida dá voltas, e dali a pouco, ressurgirmos e voltamos a insistir neste viver...que tudo pode ser diferente e a pena valer.
Doce semana pra ti!
Um abraço
Valéria

afonso rocha disse...

Um bom exemplo...
de...
do...
..........
desisto!
Beijo, amiga Lídia

Deia disse...

Lidia, algumas vezes sentimos dessa forma - o início nada mais é do que um fim antecipado. E não existimos - pulamos uma batida do relógio. assim é a ausência de nossas escritas. Um beijo, Deia

Graça Pereira disse...

Rasuraste a palavra e...desistes! As pedras formam uma coluna de granito de onde brota a flor perfumada...do poema reconstruído...Pega na palavra e recomeça de novo...
Beijo
Graça

Úrsula Avner disse...

Seara de versos lindos e expressivos numa tônica lírica adorável ! Bj minha querida...

Úrsula

Matheus W. disse...

Queria, como vc, conseguir fazer poesia até sobre o não conseguir fazê-la...

Anna disse...

Gosto da tua casa nova... cor de areia... cor de terra... cor de chão. O chão onde nascem os teus versos e onde feita árvore, enterras as raízes das palavras... E sei que nunca desistirás! :)

Um beijo, querida amiga:)

ney disse...

Acabou construindo e dividindo com todos nós. Abraço/ney.