domingo, 20 de junho de 2010


Que frio este vazio
Que enche de noite os dias

E ainda assim
Flores novas
Despontam no jardim
E as aves
Entoam gorjeios
Numa euforia sem fim


Lídia Borges

26 comentários:

Anónimo disse...

Parece às vezes que a vida lá fora vai parar só porque demos uma pausa, mas ela continua, graciosamente em seu ritmo.

Lindo poema.

Abraços.

AC disse...

As palavras - sempre as palavras... - largam lamentos sentidos, ao mesmo tempo que sentem, lá fora, o imparável ciclo da vida.
Muito possivelmente a janela irá abrir-se, e os gorjeios insinuar-se-ão na alma...

Beijo

Gabriela Rocha Martins disse...

prenúncio de um verão que se avizinha


( a medo )



.
um beijo

Maria Luisa Adães disse...

Apesar do frio,
O Verão vai chegar
e toda a Natureza se transforma
e os pássaros cantam
no raiar das manhãs.

É esta a vida, apesar de mal vivida, por vezes...

Com amizade,

Mª. Luísa

Luas disse...

Lindo poema triste talvez um beijo cósmico querida.

Luana:)

Juliana Matos. disse...

Que belas palavras e imagem!
Um sentido de paz e verão realmente!
Ficou ótimo o novo layout do seu cantinho!
Um beijo
Ju

chica disse...

Muito0 lindo!beijos,tudo de bom,chica

chica disse...

Voltei...esqueci de agradecer a linda poesia de Leonel.beijos,chica

Paula Barros disse...

Linda a imagem. E mudou também o blog.

A natureza sempre nos ensina que tudo passa. Que enquanto sofremos muitas belezas acontecem.
abraço

Carlos Gonçalves disse...

'Que frio este vazio...'
Por não te ver, a noite anoiteceu à hora do amanhecer!
Beijo, querida Lídia.
Carlos

Graça disse...

Por vezes, o vazio é mesmo gélido... que fiquem as palavras.

Beijo, querida Lídia, e boa semana

Deia disse...

Um vazio a encher de noite os dias - que imagem belíssima! Fico feliz de saber que as aves, no entanto, não se intimidaram, e vieram, com alegria, gorjear! Um grande beijo, delicadeza de poema. Um ótimo domingo, Deia.

Branca disse...

É a esperança a renarcer nas flores do jardim que há-de transformar as noites em dias sem fim...
Adorei a música e o novo look deste espaço, com Sophia de Mello Breyner Andersen sempre presente, num deslumbrante cabeçalho.
Beijinhos.
Branca

José Carlos Brandão disse...

Ainda existem as flores e as aves. São como você, Lídia.
Beijos.

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Cara Lídia, as flores novas e o gorjeio das aves anunciam vida e esperança na Terra.
Belo poema.
Forte abraço, poetisa das terras d'além-mar.

MariaIvone disse...

Apesar das emoções interferirem no nosso modo de ver, a natureza continua marcando o seu ritmo inexorável "e, ainda assim, flores novas despontam no jardim e as aves entoam gorjeios numa euforia sem fim"
Bonito o seu poema

Bjs

Juliana Sphynx disse...

Fazia tempo que eu não passava por aqui. O blog está mito mais bonito Parabens

Rosa dos Ventos disse...

E ainda bem que ainda assim há pássaros a cantar, flores a despontar e frutos a "amadurar"...

Abraço

sonho disse...

Nos até podemos parar no tempo...mas o tempo não para por nós...
Beijo d'anjo

Luciano Azevedo disse...

Em seus poemas, uma centelha divina. Bjo.

Anónimo disse...

O meu preferido para ja =D parabens

ANGELICA LINS disse...

Passei para colher tua linda poesia...E tuas palavras reenergizaram minha alma.
Agradeço-te.

Beijo

Penélope disse...

Tão simples, frágil e imensamente belo.
Um enorme beijinho

Mª João C.Martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mª João C.Martins disse...

Não fosse o entoar dos pássaros e o colorido das pétalas, talvez não acreditássemos que há sempre um sol que nos evapora as lágrimas.

Simples e belo!

Um beijinho Lídia

Anónimo disse...

Encher de noite os dias...não poderia existir um maior vazio.
Lindo, adorei.


*