
Sobe o Outono aos beirais
No seu chegar tão dourado
Para avisar os pardais
Que o Verão é terminado
O vento vem alvorado
Correndo sobre os quintais
Trazer rumores alados
Que prometem vendavais
E o quebranto do sol
Que aos poucos acontece
Inquieta o caracol
Enquanto o tempo arrefece
Há um lento adormecer
Na paisagem em mudança
É hora de recolher
A terra, enfim descansa
Prepara a tela o pintor
E o músico a batuta
O poeta busca a cor
No verso que não resulta
Lídia Borges
30 comentários:
O outono também me apetece... seus versos são um encanto. Acompanha uma boa música... repleta de sensibilidade.
Beijos e felicidade!
Linda inspiração,Lidia!um beijos e lindo fds,chica
quadras bem saborosas,
beijo
Aqui há Poesia, lirismo puro, eufonia de versos, cadência, embalo suave.
E como não ficar cativa, se ó olhar depara com dinossauros literários e uma suavidade clássica que convida ao silêncio e à meditação?
Voltarei.
Olá
Adorei!
Um versejar envolvido em nostalgia, romantismo, calma não faltando uma leve brisa e o colorido mágico próprio da estação inspiradora de tanto poeta, músico , pintor...
Bjs.
Gostaria que vc visitasse o meu canto, é novo, e é postagem de textos de Saramago.
bjos
:)
mas o verso insiste. persiste. e brota poema assim. lindo.
venha ao um-sentir ver o que vc já leu da imagem que lá está :)
abraços.
todos buscam - um presente e a presença
Versos ao Outono que vem crescendo dentro e fora de nós. Versos mais ao gosto tradicional, mas bonitos e expressivos.
Sinceramente agradáveis.
O Outono é a maturidade da vida.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 12/09/2010
E com o outono vem a calmaria dos dias... a sensibilidade das tuas palavras e a bela música postada aqui que me emocionou!
Meu beijo especial com carinho e agradecimento por tua presença em meu espaço.
Lidia, claro que não gosto do Outono, não gosto do entardecer, do pôr-do-sol, de sentir o ocaso da vida, gosto do amanhecer, do nascer do sol, gosto da vida... Sim, é verdade, assim, não gosto de mim, que estou no Outono da minha existência, mas que queres, quando me olho ao espelho, ainda me vejo criança, sonho a Primavera...
Beijo de muito afecto, Lidia.
Carlos
Lídia
Há uma melancolia própria no adormecimento da natureza, algo que nos transporta para lugares, onde nos ouvimos, apenas no encontro desse silêncio.
Estes teus versos, anunciam isso mesmo!
Um beijinho
Chegou a estação do ano que eu mais gosto - Outono.
Estive agora 1 semana de férias em Tavira pois sempre fui adepta de férias em época baixa. Só hoje, já em casa, posso aceder aos blogues e fazer umas visitas.
Convido-te a veres o post que fiz sobre a minha participação no "5º Raid Fotográfico da Moita" no blog "Deabrilemdiante".
Abraços outonais.
Bom fim de semana.
O Outono não é nostalgia...pode ser também alegria...
Beijo d'anjo
Versos encantadores, Lídia amiga, bem ao jeito do Cancioneiro Popular Português! Obrigado por este momento mágico!
Beijinho
Olá Lídia,
Encantadores estes versos de homenagem ao Outono.
Beijinhos e boa semana
"No verso que não resulta"
Ai resulta, resulta! :) Aliás resulta num todo poema, cheia de vida, porque assim também o Outono repleto de cor se apresenta, e é da sua aparente sombra que tudo renascerá!
Belíssimo poema!
Beijinhos
Todos somos capazes de exercer a arte da vida,da construção de nós mesmos.Lembrando Picasso:ele não teve vida fácil.Enfrentou conflitos pessoais e mundiais, soube ser sério, soube ser doido, soube ser humano, soube ser brincalhão, soube ser igual aos mais simples.
Criou obras incríveis,cometeu erros como todo o mundo,foi amigo, apaixonou-se...
Tão bonito teu poema!
Um beijo
Um requinte sonoro percorre teus lábios.
Beijo!
Lídia,
Agradeço a visita e o gentil comentário. Belíssimo espaço você mantém aqui!
Um abraço,
Lou
Gostei. Quadras com muita poesia - contradizendo o seu "não resulta".
Bom isso: "O poeta busca a cor". Agrada-me a definição de poesia com pintura com palavras.
Beijo.
Lídia,
Aqui deixo um agradecimento muito sincero pelas palavras que deixou no meu blog.
Creio que hei-de encontrar neste seu espaço muitos recortes de uma beleza irrepreensível. Vou acompanhar.
Um beijinho
Elisabete
Olá amiga. Gostei imensamente do seu poema. Essa coisa de espaço, tempo, estações... mexem com a gente. E as estações, com suas particularides, acabam influenciando a nossa psique, e também nos inspirando para criarmos versos; no seu caso, lindos versos!
Um grande abraço com cheiro de primavera!
Cai as folhas pra renovação da vida porisso o Outono é benvindo sempre com suas cores amarrozadas e douras.
Gosto Lídia das tardes amenas e dos amanheceres com sol fraquinho.
beijos - lindo seu poema!
re.colher
o sereno
fruto
[da luz]
*um beijo,
Lídia*
Venho pela primeira vez visitar esta bonita "Searas de Versos". Gostei muito. A poesia encantou-me. Voltarei outras vezes. Um abraço.
Querida amiga, você colocou, com graça poética, as gerações - e a finitude da existência - no seu banco de jardim: os meninos, que um dia serão velhinhos, e estes por sua vez, também um dia deixarão de sentar no banco porque partirão para um jardim em outro plano.
Um grande abraço.
Gosto das cores do Outono,do perfume do Outono,dos sabores do Outono.Muito me identifico com seus versos também daqui,
Bergilde
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