Que renda fez a tarde no jardim,Que há cedros que parecem de enxoval?
Como é difícil ver o natural
Quando a hora não quer!
Ah! não digas que não ao que os teus olhos
Colham nos dias de irrealidade.
Tudo então é verdade,
Toda a rama parece
Um tecido que tece
A eternidade.
Miguel Torga, in 'Nihil Sibi'
25 comentários:
"Toda a rama parece
Um tecido que tece
A eternidade."
Adoro Torga! (E Eugénio, e Sophia, e...)
Beijo :)
O fim da tarde e as sombras que se espalham no jardim são muito belas. Parecem pela foto rendas de uma noiva
Os nossos olhos nunca aprendem a ver. O que não vemos é, em geral, mais importante do que aquilo que conseguimos enxergar.
Uma boa semana.
J
RÉPLICA A TORGA
A vida afectiva é a única que lhe parecia valer a pena. A outra apenas lhe servia para organizar na consciência o processo de acusação à inutilidade de tudo o resto. Foi pena, seria para mim o poeta completo...
Beijo
maravilha,
beijo
Estonteante!
Agradeço o aroma que entornastes no trem.
Beijo, querida.
Que isso, não há o que se desculpar, sua presença enriquece o espaço.
Flor que és.
Madeira macia com pequenos nós, de toque suave seu interior, mas por fora o tempo lhe cobre a proteção de uma vida
“Como é difícil ver o natural”
Bjinhos uma semana feito lua nova a vc.
Acho Torga um poeta precisamente de rendilhados.."Toda a rama parece/ um tecido que tece/ a eternidade"
Há uma certa magia bucólica neste poema e uma afinidade com o tempo que chega ao jardim...
É um dos meus poetas preferidos...de tantos que eles são...
beijo
Graça
[esse, esse homem poeta que esculpia cânticos em qualquer pedra comum... a grande palavra escreve-se em qualquer lado, e há quem diga, que até dentro do peito, como esse homem poeta]
um imenso abraço, Amiga Lídia
Leonardo B.
Um tecido que tece
Amortece
Pois é, amiga; a realidade subjetiva, por vezes, encobre a própria realidade; às vezes o poeta se questiona: qual delas é a realidade?
Grande abraço, amiga.
A realidade que tece a eternidade, que perfeição!
Um beijo Lídia
JU
Belíssimo poema do Miguel Torga. A imagem é bastante condizente e forma um par perfeito. Bela escolha amiga. Parabéns!
beijos e ótima semana pra ti e para os teu.
Furtado.
Un paso inesperado ante tu espacio, me doblego y acaricio así tu presencia escrita…
Pido disculpas por mi ausencia y por este pequeño mensaje, que publico en la mayoría de los blog que visito.
Un abrazo
Saludos fraternos a todos…
Olá amiga Lidia Borges
Como comentar um poema tão poderoso do nosso Torga, quando as estrofes nos deixam confundidos
fazendo com que se tropece nas palavras e fico a olhar para elas tentando decifrar o enigma.
"Como é difícil ver o natural
Quando a hora não quer!"
Parabens
Beijinho
sem palavras para dizer algo tão real e profundo!!
um forte abraço de estima
Heduardo
Querida Lídia! Quero uma colcha rendada, das mais formosas, para minha cama cobrir e sobre ela me deitar nas tardes em que a natureza ficar a contemplar!! rsrs! Que lindo! Beijocas, Deia
PS: Adorei ver o selinho ali ao lado!!
Belo e profundo como tudo que tenho lido cada vez que venho aqui.
Abraço grande,Bergilde
A maior desgraça que pode acontecer a um artista é começar pela literatura, em vez de começar pela vida.
Miguel Torga.
Abraço.
Tecer a eternidade...lindo!
Aliás desconheço alguma coisa de Torga que não seja assim.
Um belo texto, Lídia!
Poeta fantastico Torga....
Beijo Lidia
Que bonito, Lídia. Estou vendo, sendindo eternidade tecida no jardim.
Beijos.
Lindo poema, querida... que bom passar aqui!
Venho agradecer sua visita de girassol!
Beijos n'alma!
Estou seguindo seu blog.
;* Álly
Toda a ficção em Miguel Torga é ... realidade!
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