segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Perde-se, assim, o azul


Perde-se, assim, o azul que as mãos não vedam
em rios aflitos de desenganos e limos mortos.
Perde-se assim o azul!

Só a memória sôfrega ainda o adia,
Lago sumido entre montanhas.
Espelho liquefeito na palidez da aurora,
Onde voam peixes translúcidos,
Reflexos inócuos da luz
que a noite ainda não bebeu.

Lídia Borges


41 comentários:

a d´almeida nunes disse...

Enquanto há vida temos que ter esperança.

Um beijo
António

Rogério G.V. Pereira disse...

Sem réplica...
pois
perde-se assim o azul...

JB disse...

Mas certamente a noite irá beber desse azul e espalha-lo-á pela terra onde as mãos dos poetas, dos pescadores, dos que amam o infinito mergulharão trazendo à memória o reflexo dessa luz!

Lindo poema! Poucas palavras (mas cheios de significado!) num mar de poesia!

Beijinho

Unknown disse...

Maravilhoso.

Beijo.

Unknown disse...

Não se haverá de perder.
As mãos que cercam esse azul de esperança na nossa memória fá-lo-ão brilhar em dias esguios.

Anónimo disse...

Ai, que lindo! Liricamente azulado, perfeito!

João A. Quadrado disse...

[não podem desistir as mãos de todo esse grande azul, esse "pouco mais de azul", abarcar, represar na palavra... a noite? a noite pode esperar...]

um imenso abraço, Amiga Lídia

Leonardo B.

angela disse...

Perde-se tanto nessa vida, até perde-se ela mesma, as vezes devagarinho vendo-a esvair-se aos poucos como o azul ao anoitecer.
Forte e bonito.
beijos

Deia disse...

O azul se esvai, corre pelos dedos, mas fica, eternamente na memória, enquanto houverem os amarelos e os vermelhos. Beijos, Deia
PS: Enviei-lhe um email!

Saozita disse...

Estimada Lidia, lindo o seu poema.
O azul que assim se perde é o reflexo da humanização da natureza.

Tenha uma linda noite.

Bjs

Sãozita

Mona Lisa disse...

Olá Lídia

Desistir é perder, não só o azul, mas o colorido da vida...

Belo poema que conduz à reflexão.

Bjs.

Állyssen disse...

Ahhh, que lindo... deito-me nesse azul.

=)

Unknown disse...

ah de perder-se comungo e conjugo


abraço

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida
Que o azul nunca deixe de brilhar, mesmo por entre as nuvens, e não deixe de colorir as mãos dos poetas.
Muito profundo o teu poema.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Gustavo disse...

Belíssima poesia, Lídia. Repleta de imagens poéticas que me remeteram a uma inquietude quase terna, pelo tom de azul.

Beijos

Dilmar Gomes disse...

Amiga Lídia, o azul poderá ir, mas em compensação, ganha-se o azul do seu espírito nessa beleza de poema.
Um abraço brasileiro.

José Carlos Brandão disse...

Esse poema bem merecia um van Gogh para ilustrá-lo. Lindo, sugestivo, um mundo de sonhos por trás do azul.
Beijo.

Fernanda Ferreira - Ná disse...

Tanto azul nas palavras!
Lindo!

Deixo um beijo e duas palavras.


"Teci com fios de luz
O manto que te dei
Para te abraçar
Cada vez
Todas as vezes
Que te lembrares de mim."

Maria José Areal

Graça Pereira disse...

Não deixaremos perder o azul... Então o céu, ficaríamos sem ele? O azul é a semente que nos empurra para o sol... as crianças brincam, as mães embalam e os poetas cantam...tudo, porque há um azul que grita por nós!!
Beijo
Graça

Cris de Souza disse...

Ganha-se o dia, após ler algo tão lindo assim.

Beijo, minha cara!

Anónimo disse...

Esse arranha céu!
estou de casa nova
Aguard-te anciosamente!
http://floresdecristal.blogspot.com/

Valentim Coelho disse...

Olá,
mais um bonito poema!
beijinhos

Branca disse...

Um hino de mágoa e esperança, lindíssimo!
Beijos

Mª João C.Martins disse...

Preservemos a memória sôfrega e o voo dos
peixes translúcidos....

É que sem azul é díficil não há lagos nem céu, nem esperança!

Um beijinho

chica disse...

Lindo azul que se perde em teus versos...beijos,tudo de bom,chica

Olívia Comparato disse...

Fiquei sem palavras! Puxa! Maravilhoso!
bjs

AC disse...

E poderá perde-se assim, o azul, ficando para a memória apenas o cantar do poeta que, de tão belo, o torna ainda mais azul?

Sempre muito bem, Lídia!

Beijo :)

Cristina Fernandes disse...

O azul perdido no encontro duma poema belíssimo.
Beijo
Chris

piedadevieira disse...

O azul dos seus versos me remetem ao céu.
Beijinhos

Ana SSK disse...

Lindíssimo, suave.

Sândrio cândido. disse...

Azul, que diga o neruda

manuela baptista disse...

a memória
fica sempre antes de nós

como a aurora
antes do azul do dia

perdidos e reencontrados na beleza do seu poema!

um beijo

manuela

Gabriela Rocha Martins disse...

excelente!


.
um beijo

Rosa dos Ventos disse...

Dizer o quê perante o poema, a imagem a música?
Deleitar-me apenas...

Abraço

deep disse...

Com poemas assim, dificilmente se perde o azul. Parabéns por mais esta bela melodia de palavras.
Bjs

DIABINHOSFORA disse...

Tão lindo e suave!
Nunca se devia perder o azul... pelo menos gurda o azul da tua história na memória, para que possas recordá-lo quando tiveres dias cinzentos.
Agora parte em busca do amarelo, que é quentinho, alegre e amoroso como o sol:)

Beijinhos bem amarelinhos para ti.

Anónimo disse...

UM POEMA QUE LEVO COMIGO linda poesia um hino, um carinho aos olhos da alma. Parabéns!

Maria P. disse...

Perfeito azul, por ti desenhado!

beijos*

Lilá(s) disse...

O azul faz parte do colorido na vida, lindo e suave poema!
Bjs

Ana Echabe disse...

Tal qual Lápis-lazúli
ainda que seu estado seja bruto seu reino sera sempre mineral, pois sua essencia não se perdi

bjinhos e um final de semana feito lua cheia em luz pra vc

GizeldaNog disse...

Enquanto houver memória , o azul não se perderá...

beijos, Lídia.