quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vejo-te


Vejo-te.
Feição sombra em contra-luz
E, na obscuridade dos contornos,
Não sei para onde olhas
Sabendo, porém, que me vês.

E há uma paz rosada
Nesta ciência de nos vermos
Sem nos olharmos.

Os navios que cruzam
A imensidão entre nós
Ignoram portos e enseadas.
Navegam sem rumo,
Navegam apenas,
Sob o comando impreciso
Dos ventos e das marés
Que dormem nas nossas mãos.

Lídia Borges

51 comentários:

Ryanny disse...

Estou sonhando com tua poesia.


Beijos,
Ry.

AC disse...

E se eles navegam, Lídia!
E se, por qualquer capricho divino, os rumos se cruzarem?
Belo, como sempre!

beijo :)

Jorge disse...

Grato pela presença no Scorpio, que, por enquanto "navega sem rumo, navega apenas". Com o apoio e as crítcas da[o]s amiga[o]s tomará um rumo seguro e navegará para bom porto.
Todos nós, por vezes, navegamos num mar alteroso e ao encontro das brumas de memórias que temos guardadas guardadas no nosso coração.
Abraço amigo
J

Gustavo disse...

Por vezes as marés nos levam a descobrir novos mundos. Gostei muito.

Beijos!

Vivian disse...

..."E há uma paz rosada
Nesta ciência de nos vermos
Sem nos olharmos."

não seriam os olhos da alma
o que melhor nos permite
ver?

Lídia querida,
fico muito muito feliz quando
recebo o carinho de tão linda
poeta em meu canto!

obrigada sempre!

bjbjbj

Unknown disse...

Belíssimo.

Beijo.

Mª João C.Martins disse...

Lídia

Quantas vezes,a imprevisibilidade das marés, cruza os olhares sem rumo? Quantas vezes...

Um enorme beijinho

FlorAlpina disse...

Olá Lídia,
É ignorando portos e enseandas que se descobrem novos mares!
Onde se encontra poesia lindissima como esta!
Xiu! Não acordem então os ventos....

Bjs dos Alpes

Joaquim do Carmo disse...

"... E há uma paz rosada
Nesta ciência de nos vermos
Sem nos olharmos. ..." - Permito-me destacar estes versos que, não sei bem porquê, de facto, me encantam sobremaneira! Aliás, nestas viagens "sem rumo", todas as enseadas são, felizmente, promessa de "encontros" e chegadas felizes!
Beijinho


PS: Há algumas alterações nos meus blogues (agora são três) - agradeço sua visita e actualização.

Na minha galeria de selos, indiquei este seu Blogue para o prémio "Dardos" - espero que aceite este mimo que, sinceramente, acho bem merecido.

Anónimo disse...

Teu poema me fez lembrar um casal que viveu junto por muito tempo e para quem as palavras eram supérfluas, posto que se entendiam com olhares (que não olhavam diretamente)e mínimos gestos.
Era bom de ver e sonhar que um dia teria alguém assim pra mim. E tenho.
Como sempre, sensibilidade e talento explícitos.
Beijokas.

piedadevieira disse...

Só preciso dizer uma coisa: belíssimo!
Beijinhos

A.S. disse...

Lidia,

Na ternura das mãos onde moram caricias, não haverá lugar para tempestades!

Beijos
AL

Flor da Vida (Suelzy Quinta) disse...

Um poema sereno, envolvente... Muito lindo! Te ler é um imenso prazer! Carinhos... Bjsss

Anónimo disse...

Não sabemos o amanhã, apenas ver-te já é o bastante!

E.A. disse...

É Poesia...
A primeira estrofe tocou-me de forma particular.
Um beijinho e um obrigada muito sincero pela sua presença

Elisabete

Rogério G.V. Pereira disse...

Nada como um poema
para afastar nauseas
resolver o irresolúvel
ou um falso teorema
dum navegar sem rumo.
A questão parece ser:
onde a bolina
nos pode levar
neste imenso e profundo mar?

angela disse...

Entrar aqui é sempre encontrar lindos versos.

Állyssen disse...

Ah, querida... esse olhar sem ver...

=)

Mona Lisa disse...

A força do amor que se sente sem se ver...

Soberbo!
Parabéns!

Bjs.

Anónimo disse...

Que bonito, Lídia, vc tem o dom de nos levar na sua embarcação poética.

Beijo.

José Doutel Coroado disse...

Cara Lídia,
bela poesia!
gostei!
abs

Sebastiano Landro disse...

felicitaciones por el post y un saludo!

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida Lídia
Belo como sempre.
Apenas passamos...apenas vamos levando o barco da vida à enseada que esperamos. Adorei

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Lilá(s) disse...

Entrar aqui é encontar sempre poesias lindissimas!
Bjs

MariaIvone disse...

Lídia, adorei a forma como nos apresenta a ciência do ver na obscuridade encurtando distâncias ao sabor dos sentidos.

Bjos
MariaIvone

Anónimo disse...

Olá Lídia Tem selinho DARDOS p'ra você, este selo viaja o mundo veio de Portugal e indiquei você!

Bergilde disse...

A vida não precisa mesmo ser entendida,mas proveitosamente sentida.Eis o que colho lendo esta tua poesia!
Abraços,Bergilde

Penélope disse...

Amiga, bem sei que até já recebeu este selo - Dardos - mas indiquei suas páginas para recebê-lo.
Está, lá, no Infinito.
Beijinhos

Júlio Castellain disse...

...
Sempre perfeita, Lídia.
Meu abraço.
...

Priscilla Marfori... disse...

Que delícia visitar você...

SexyMachine disse...

Boniteza de poesia...

Bjuxxx

Unknown disse...

Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
toda a tristeza dos rios
é não poderem parar!

Mário Quintana

Belo amanhecer e um FDS abençoado! M@ria

José Leite disse...

Excelente, como sempre!

Luna disse...

por vezes vimos sem ver e sentimos sem sentir
beijinhos

Sofá Amarelo disse...

Há ventos e marés nas nossas mãos porque os olhares se cruzam na imensidão de um tempo que navega no sentido de portos e enseadas...

Teté M. Jorge disse...

A sua poesia acaricia a alma, Lídia.

Obrigada.

Bom domingo!

Beijos.

Alexandra disse...

Vim agradecer a passagem no meu espaço e descubro um local tão LINDO!!!!

José Gomes Ferreira tinha toda a razão...

Até mais!

Carmo disse...

E existe uma paz neste navegar sem rumo.

Beijinhos, Lidia

Boa semana

Juan Moravagine Carneiro disse...

BELO E INTENSO...

ABRAÇO!

Juliana Matos. disse...

Imensidão que há nas mãos dos amantes, que deve ser acordada sempre!
Que belas palavras Lídia, admiro tanto!
Ju

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Há tempo não venho aqui. Tudo continua lindo!

Beijos!
Alcides

Olívia Comparato disse...

Navegam apenas,
Sob o comando impreciso
Dos ventos e das marés
Que dormem nas nossas mãos.

Quanta beleza, meu Deus!!!
bj grande

GizeldaNog disse...

Navios que ignoram portos e enseadas, mas...que o vento impele para o atracadouro que a vida lhes reserva.

Não seria essa uma metáfora da vida?

Beijos , querida Lídia.
Lindo e melancólico.

Graça Pereira disse...

Sinto essa paz rosada no dia de hoje...O meu olhar confunde-se com o vagar das nuvens...vemo-nos sem nos olharmos...Apetecia-me um dia diferente: na consciência do dom da vida e na partilha do amor que foi nosso...Apetecia-me abraçar-te pela memória e, através das brumas, encontrar o sentido de tanta saudade...
Beijo
Graça

Ricardo e Regina Calmon disse...

Em voo delta ,aqui pousei,para a poetar e escrever como libélula,prática tua,minina das asas crisálidalidas........................

girassois em braçadas ,anjos te levam,cantando aquele mesmo tom e música,que te tocou e arefeceu!

bzuz na alma tua VIVA

sonho disse...

As marés nos levam para mares nunca navegados...
Beijo d'anjo

Jaime A. disse...

Os ventos e as marés dormem nas nossas mãos, na procura de uma imensidão que há entre tantos de nós. Às vezes, parece que nem olhamos ou vemos aqueles que mais amamos...
Um poema lindo, lindo.

Branca disse...

Gosto da paz com que este navegar se faz, na serenidade de um encontro invisível.
Beijos
Branca

lis disse...

Imensidão que nos encanta e navios que vão e vem.
Linda poesia Lídia
deixando um grande abraço

afonso rocha disse...

Aguças-me o apetite para navegar...
...ao som belíssimo de Carlos Paredes...

Beijo

otima semana sem chuva em demasia...

Unknown disse...

Gostei muito percorrer esta bonita poesia...

Vou regressar e continuar a descobri-la...

Saudações poéticas.

ZezinhoMota

A Poesia do Zezinho II http://zezinhomota1.blogspot.com