sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ilha


em outros sonhos não busco
o volante e o fio


mas estou neste rio
de romã
que a ti me abraça
e a manhã
sustém


árvore do meu sal
onde o instante passa
e nunca passa


outros remos não
nem
dorida água
bruma ou anoitecer


só o timbre o peixe a frágua
que há neste destino de te olhar
e incandescer


José Manuel Mendes

22 comentários:

Dario B. disse...

O poema sabe a água doce e sofrimento, e é belo, muito belo.

Juliana Matos. disse...

Lídia, que palavras mais lindas, exuberantes. "Onde o instante passa e nunca passa"..Muito bom!
Como é bom chegar em seu cantinho e ver palavras lindas sempre! Um beijo grande!
Ju

Graça Pereira disse...

"Onde instante passa e nunca passa"
O rio corre apressado e leva-nos sempre ao mesmo lado: á sua foz!
Gostei do poema que não conhecia e nem o autor!
beijo
Graça

Dilmar Gomes disse...

Olá amiga Lidia, gosto dos poemas escritos com a alma e o coração. Belo poema.
Um grande abraço.

Állyssen disse...

Delicioso perder-se nas metáforas... afogo-me!

Beijos, linda!

Álly

Rogério G.V. Pereira disse...

Há muito que amo a poesia
Mas como paixão é coisa recente
Fique a Lidia sabendo
Que ainda não sei se é a causadora
ou apenas nisso uma conivente

(muito belo este poema)

. intemporal . disse...

.

. entre.o.rio.e.o.olhar .

. que ascende e incandesce . que eterniza e não esquece, tampouco esmorece .

.

. bel.íssimo,,, em analogia com a música do blogue .

.

angela disse...

Paixão que aprisiona.
Lindos poema.
beijos

OutrosEncantos disse...

... onde o instante passa
e nunca passa...

Belissimo poema, musica e foto (ponte sobre o Rio Lima?!..., parece :-)

Mona Lisa disse...

Olá Lídia

Um poema belo, mas dorido.

A tua foto está FABULOSA.
Parabéns!

Bjs.

Maria P. disse...

Excelente escolha!

Bom fim-de-semana*
Beijinho.

Unknown disse...

Ilha ,a prisão que nos prende liberta e faz sonhar.

Beijinho.

Luna disse...

Bonita escolhe de um poema metafórico
beijinhos

TITA disse...

Do rio até à foz,vivemos de sinais...Bela poema a alimentar-me a alma esta noite.Um abraço.

Cris de Souza disse...

belo, belo!

de alagar os olhos...

beijo, querida.

Ricardo e Regina Calmon disse...

Emanas poética,como se sol fosses,erguendo e dourados tornando,meus girassois em campos meus!
Te ler,é o canto dos pássaros auscultar!

bzu na alma tua,viva e incadescente

viva la vieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Carmo disse...

Um poema belo, mas com alguma dose de sofrimento.

Beijinhos e boa semana

Luas disse...

Muito bom!!!
Abraços e flores querida amiga..D

Júlio Castellain disse...

...
belas letrinhas.
Meu abraço, Lidia.
...

Parapeito disse...

dorido..mas sensivel
Gostei
brisas mansas para ti***

Mª João C.Martins disse...

Nenhum rio corre, sem que lhe doam as margens. Mas é o destino o que o mantém a flutuar em si próprio.

Lindíssimo este poema de José Manuel Mendes, que eu não conhecia.

Um beijinho
Obrigada

Canto da Boca disse...

Senti do lado de cá uma solidao e uma dor que nunca passam, mas que sustém a caminhada.

Lindo e dorido!