
Arrisca mais uns passos, agora, na senda de David (o Mourão).
Se não consigo varrer do teu caminho, o vidro triturado, dilacerante e frio, posso ao menos, emprestar-te os meus tamancos. Aqueles que, um dia, me ofereceste porque tens um coração de carne e não de mármore como as estátuas gregas, na sua inútil perfeição.
Para ti, Paula, que sabes escrever, usando um simples raio de Sol, sobre qualquer fundo negro.
Ignora o intertexto :)
19 comentários:
que lindo! bjs
Embora seja um post íntimo, adorei a subtileza perfeita das palavras.
Parabéns!
beijinhos
Muito lindo e cheio de sentimento!beijos,chica
Sentimento e ternura,gostei muito.
Beijo.
Minha querida
Uma sensíbilidade tocante nesta homenagem.
Deixo um beijinho
Sonhadora
Lídia querida, com os pés protegidos pelos teus tamancos, vidro nenhum me cortará os passos... Obrigada pelo abraço, pelo carinho, pela ternura... Por estares simplesmente aí, cheia de luz, nas encruzilhadas mais negras da vida.
Um beijo sentido,
Ana Paula
Sutil e gostoso de ler!
Beijaooo, boa semana
Não há fundo negro que resista a um raio de Sol.
Bj
J
Tiro folha por folha do caminho, varro para o lado a solidão...
Gracioso!
Pois é, quem sabe escrever escreve de tamancos ou descalço.
Beijos.
Penso que é uma homenagem cheia de ternura e há um carinho muito grande no "empréstimo dos tamancos de vidro.
Beijocas e uma boa semana.
Graça
Não sei se fiz figura triste
mas fui confirmar
o bom uso de tão úteis tamancos...
Especiais são os passos dos pés feridos outrora nas pedras, que oferecem a outro os tamancos para que se protegam delas.
Muito bonito, Lídia!
Lindissimo, amiga.
Um grande abraço.
Calcetando de ternura o caminho de alguém... Muito bonito, o gesto e o poema.
Um beijinho
Muito lindo... a transbordar de um honesto afecto!...
Novo beijinho!
Mensagem com rumo certo, com laivos de partilha para os leitores...
(Lídia, se na vida há coisas essenciais, a partilha da ternura é uma delas...)
beijo :)
tamancos nos pés, sabrinas na voz!
arrepiante!
um beijo!
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