terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Farol


O degredo
Uma ilha o inabitável
Abandonar os remos
Nas ondas rebeldes do vento
Mas
Estou neste barco de noz
Que a ti me liga
E navego naufrago
E logo retomo
O momento que passa
E nunca passa
Resisto
Presa à tua luz lunar
Farol
No rumorejar lento
dos meus desarvorados sentires.

Lídia Borges

21 comentários:

Batom e poesias disse...

Deve ser como um afogar eterno sem conseguir morrer...
Belíssimo poema, Lídia!

Bj
Rossana

Anónimo disse...

Tendo como farol a luz que cega, e queima, da incerteza do outro.

Belíssimo poema!

Beijo.

AC disse...

Todos os faróis são boa referência. Haver um único, é procurar sentir a intensidade do vento e das marés...

Beijo :)

Penélope disse...

Realmente, por mais que fiquemos à deriva, há coisas que não saem de nós.
Lídia, seus poemas sempre tão belos...!
E, hoje, essa voz maravilhosa de teresa Salgueiro.
Amo tudo, aqui.
Abraços

Mona Lisa disse...

Olá Lídia

Belíssimo!

O amor com seus balanços...

Bjs.

lupuscanissignatus disse...

há sempre

um rumo

na tua poesia


[nunca se perde

sempre se transfigura]



*abraço*
Vítor

Eu, Meu Contrário e Minha Alma disse...

Se apagar tal luz
promete que te perderás
num caminho de mar
onde te possa encontrar

Valquíria Calado disse...

O farol onde as águas guia o coração, amor num porto abraço, deixo me beijo.

Unknown disse...

Que o teu rumo siga na esteira da felicidade.

Abraço.

Sempre disse...

A incansável procura de um porto de abrigo, tendo o farol como luz que ilumina. Aguardo que chegues a bom porto. Adoro a música. Bj ;)

Anónimo disse...

Nossa, adorei seu comentário! Palavras de quem realmente sabe trazer a poeticidade até mesmo nos mais simples dizeres!

E realmente, quando se ama é complicado ser tão verdadeiro ao ponto descrito no meu post passado... mas ainda assim, acho necessário...

Anónimo disse...

esse poema provocou muitas reflexões e me deu muitos motivos para pensar...*-)

Juliana Matos. disse...

O farol dos sentidos..perfeito!

Um beijo Lídia!

Ju

Manuela Freitas disse...

Balançando, balançando lá vamos!..Encontro neste teu interessante poema, muitas afinidades!...
Beijos,
Manuela

Ana SSK disse...

Que bonito!

Um farol,costuma ser o suficiente.

vieira calado disse...

E no entanto,

é bom ter um farol!

Saudações poéticas.

Bjs

Deia disse...

Querida Lídia, estamos ligados por marés invisíveis a mais naus do que imaginamos... E o farol, que deveria nos guiar, ludibria-nos, enviando-nos de volta ao mar bravio... Obrigada pelas doces palavras, uma delícia desfrutá-las, sempre! Meu carinho, Deia

Mª João C.Martins disse...

Lídia

Enquanto existir um farol, nenhum barco, por muito frágil que seja, se sentirá à deriva. A luz é sempre mais forte que o abandono dos remos.

Um beijinho muito grande

Jorge disse...

Lídia, Amiga Solidária,
Obrigado pelas visitas simpáticas e especiais. É assim que as considero.
Às oscilações do barco da vida sem rumo, procurando um equilíbrio, é sempre útil um farol [Lídia] que disfarce os nossos problemas.
Bj amigo,
J

José Carlos Brandão disse...

Mas existe o farol.

Beijos.

Lilá(s) disse...

Tenho uma paixão por faróis, são lindos e sempre guião, nem que seja as palavras..Muito lindo este poema!
Bjs