O degredo
Uma ilha o inabitável
Abandonar os remos
Nas ondas rebeldes do vento
Mas
Estou neste barco de noz
Que a ti me liga
E navego naufrago
E logo retomo
O momento que passa
E nunca passa
Resisto
Presa à tua luz lunar
Farol
No rumorejar lento
dos meus desarvorados sentires.
Lídia Borges
21 comentários:
Deve ser como um afogar eterno sem conseguir morrer...
Belíssimo poema, Lídia!
Bj
Rossana
Tendo como farol a luz que cega, e queima, da incerteza do outro.
Belíssimo poema!
Beijo.
Todos os faróis são boa referência. Haver um único, é procurar sentir a intensidade do vento e das marés...
Beijo :)
Realmente, por mais que fiquemos à deriva, há coisas que não saem de nós.
Lídia, seus poemas sempre tão belos...!
E, hoje, essa voz maravilhosa de teresa Salgueiro.
Amo tudo, aqui.
Abraços
Olá Lídia
Belíssimo!
O amor com seus balanços...
Bjs.
há sempre
um rumo
na tua poesia
[nunca se perde
sempre se transfigura]
*abraço*
Vítor
Se apagar tal luz
promete que te perderás
num caminho de mar
onde te possa encontrar
O farol onde as águas guia o coração, amor num porto abraço, deixo me beijo.
Que o teu rumo siga na esteira da felicidade.
Abraço.
A incansável procura de um porto de abrigo, tendo o farol como luz que ilumina. Aguardo que chegues a bom porto. Adoro a música. Bj ;)
Nossa, adorei seu comentário! Palavras de quem realmente sabe trazer a poeticidade até mesmo nos mais simples dizeres!
E realmente, quando se ama é complicado ser tão verdadeiro ao ponto descrito no meu post passado... mas ainda assim, acho necessário...
esse poema provocou muitas reflexões e me deu muitos motivos para pensar...*-)
O farol dos sentidos..perfeito!
Um beijo Lídia!
Ju
Balançando, balançando lá vamos!..Encontro neste teu interessante poema, muitas afinidades!...
Beijos,
Manuela
Que bonito!
Um farol,costuma ser o suficiente.
E no entanto,
é bom ter um farol!
Saudações poéticas.
Bjs
Querida Lídia, estamos ligados por marés invisíveis a mais naus do que imaginamos... E o farol, que deveria nos guiar, ludibria-nos, enviando-nos de volta ao mar bravio... Obrigada pelas doces palavras, uma delícia desfrutá-las, sempre! Meu carinho, Deia
Lídia
Enquanto existir um farol, nenhum barco, por muito frágil que seja, se sentirá à deriva. A luz é sempre mais forte que o abandono dos remos.
Um beijinho muito grande
Lídia, Amiga Solidária,
Obrigado pelas visitas simpáticas e especiais. É assim que as considero.
Às oscilações do barco da vida sem rumo, procurando um equilíbrio, é sempre útil um farol [Lídia] que disfarce os nossos problemas.
Bj amigo,
J
Mas existe o farol.
Beijos.
Tenho uma paixão por faróis, são lindos e sempre guião, nem que seja as palavras..Muito lindo este poema!
Bjs
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