
Corria atrás do vento
Como louco ou herói
Esbracejava e gritava
De boca escancarada
Para engolir o vendaval
Acreditava que tendo um vendaval
Na barriga
Derrubaria fomes e dores
Injustiças desamores
Corria atrás do vento
Na ilusão absurda de o domar.
Correu horas meses anos sem conta
Contra a dureza do chão
Contra o (des)acontecer
Sucumbiu por fim
Na apreensão da cor
De um certo entardecer
Só então compreendeu
Cada um tem apenas para dar
Uma mão estendida
Que outro irá segurar
27 comentários:
Minha querida
Hoje passando apenas para te deixar carinhos...beijinhos e dizer que estou de volta e com saudades.
Sonhadora
Lídia,
Eis um tema eterno e que promove sempre alguma agitação. Mas não somos nada sem os outros, disso não tenho a menor dúvida.
Beijo :)
ah hoje eu não corro mais não...rs ele que se quiser corra atrás de mim. bjs querida, lindo poema, como sempre.
Umas vezes
nem é necessário
compreender um poema,
basta senti-lo
Outras,
além de o entender
e sentir
é necessário ergue-lo
não como uma bandeira
mas como um apelo
... e sabes..., as mãos se encontram num laço que é um abraço não passível de se desfazer.
E como diz o AC, nada somos uns sem os outros e sem o direito de apontar o dedo.
Como sempre, muito bonito o teu poema e o registo das mensagens.
Um beijo.
Profunda e linda mensagem na poesia...beijos,chica
Corremos contra o vento na esperança de amainar os vendavais que há dentro de nós...
Este é o poema que entra em nós...tambem como um vendaval!
Beijo
Graça
Bonito.Viver de esperanças é como viver do vento...
Beijo.
Que linda lição, poetisa, suas palavras têm força e personalidade para transmitirem além!
Beijo.
Lidia,
Infelizmente, muitos ainda continuam perseguindo o vento...
Lindo o teu poema!
Beijos!
AL
Beleza , força, e ensinamento.
Assim eu li o seu poema.
Muito lindo, como sempre !
Um beijo !
Lídia, na inocência não há culpa em si por existir e sonhar com a força capaz de aplacar as dores e a fome (de alimento e de vida).
Teu texto é belíssiomo!
Fico feliz de chegar ao blog e poder alimentar-me com tua poesia!
Bjo
ter um vendaval na barriga como salvação, que imagem - eu tenho penas para doar
beijo
E hoje apenas, ponho a minha mão sobre a tua mão. Abraço ;)
Tantos sonhadores se perdem correndo quando é tão limitado o que se pode fazer. Limitado mas efetivo.
Muito bom.
beijos
corajosa
ir atrás do vento é pra quem tens fé
de conseguir vê-lo sem se machucar
saindo sem um arranhão sequer.
http://guilg7.blogspot.com/
vlw...
Olá querida Lídia. Gostei muito do teu belo poema.
E assim é na solidariedade, na amizade e no amor!
Generosos, todos.
Beijinho
João
Lídia
Às vezes, é preciso correr atrás do vento, sentir o cansaço de nunca o abraçar de verdade, para perceber que apenas a quietude de um gesto é tudo o que, na verdade, faz realmente sentido.
Lindíssimo!
Um abraço grande para ti, com toda a minha admiração dentro!
Lidia, há os que correm atrás do vento e os que correm contra o vento, eu sou um destes, estendo a mão e o vento, é vendaval, leva-ma!
Beijo, de muito afecto, querida.
Carlos
Por vezes torna-se necessário
correr contra o vento
Muito sugestivo
Eu já corri tanto atrás do vento minha flor.
A mão que me acolheu estava por entre as folhagens,próxima da minha solidão sombria.
Beijos millllllllllllllll.
Venho agradecer a sua visita, Lídia. Gostei do vi e li. Voltarei. Um abraço.
Bom dia
Hoje acordei com vontade de correr no vento e bebê-lo até ficar de barriga cheia.
O teu poema sente-se a bater-nos cá dentro e contra o vento que nos aperta essa outra mão que se estende.
Um beijo de agradecimento e partilha.
lidia, hoje corremos atrás do tempo.
saudações
E quanta gente passa a vida correndo atrás do vento, sem nem sequer ver a vida passar, tão célere quanto o vento...
Beijos
Olá,
vim "correndo" através da chamada do Rogério em seu blog.
Uma mão que se estendeu e outra e mais outra, se transformaram em francos abraços.
Kandandos, e minha admiração pela sua arte.
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