terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Instante


Um livro fechado
sobre a mesa de pedra
à conta do entardecer
dos olhos
O trinado de um pássaro
a romper o verde da folhagem

E o desejo de te ver
passa por aqui
como uma luz cálida
Efémera...

Lídia Borges

61 comentários:

Manuela Freitas disse...

E então tudo seria perfeito...num poema que se vizualiza e se sente!
Beijos,
Manuela

chica disse...

Lindo e tão inspirado instante...Muito legal!beijos,chica

Mona Lisa disse...

Olá Lídia

Sublime!

O desejo de quem perdeu um amor...

Bjs.

João de Sousa Teixeira disse...

Efémera como os pássaros migrantes
como as folhas caducas
como a luz destas manhãs cinzentas
mesmo como os livros acabados
mas não como a poesia
perene companheira de quem assiste a tudo isto
e pode dizê-lo... com os olhos

Beijinho
João

Unknown disse...

magnético, imagético


beijo

Ana Echabe disse...

Bom Dia
Só para que saiba, mesmo não tendo lá posto seu nome
É meio estranho vir aqui pra lhe dizer que tem um selo a sua espera no Fluid, mas é só pq realmente penso que ele tenha qualidade e expressão para meu universo particular independente de como vc percebe o Fluidfic’art Ki
Sinta-se a vontade como a essência de uma brisa
Abraço afetuoso na intensidade desta Lua Crescente que surgi.
Ana Diniz.

aapayés disse...

Bello disfrutar de tu poesía..

Un abrazo
Con mis
Saludos fraternos de siempre...

Rosa dos Ventos disse...

DE uma enorme beleza este Instante!
Muito bem acompanhado na imagem e no som...

Unknown disse...

Um cenário perfeito, um desejo... Um abraço.

António Gallobar - Ensaios Poéticos disse...

Olá amiga Lidia

Que belo poema nos é dado, um entardecer uma espera, um livro esperando por quem tarda.

Beijinho adorei passar por aqui

Gabriela Rocha Martins disse...

tenho saudades de me quedar
aqui e
tenho saudades do tempo em
que tinha tempo para me quedar
apenas

agora

deixo


.
um beijo
( e lamento que a brevidade do tempo não me permita ler.te ..........apenas! )

Vivian disse...

...momento perfeito,
como tudo que você faz!

bj, poeta!

Duarte disse...

Vim até cá da tua mão e estou a gostar.

Gosto daquilo que escreves, tem estilo.


Papoilas

Papoilas vermelhas
Entre verdes trigais
Corados por sol de estio,
Ventos ondulantes
Que atiçam...
Inchando velas
De campos silvestres;
Lenços que cobrem a seara;
Chapéus até às orelhas;
Pinheiros de copa baixa,
Poucas casas,
menos gente;
Fumarada,
Chão ardente.

Voltarei, para ler-te

Abraços de vida

Unknown disse...

Ser, é ter sempre no próprio instante ...

Beijo.

alma disse...

Lídia,

Ando um pouco distante devido ao trabalho, mas nunca deixaria de passar por aqui.

consegues imagens que nos entram e ficam na pele.

bj

Fá menor disse...

que bom poder sentar nesse banco de pedra e poder folhear esse livro.

Flor de Jasmim disse...

Lidia
Não é a primeira vez que lhe digo que cada vez que leio algo da Lidia seja aqui, ou comentário feito pela Lidia no meu cantinho eu sinto uma ternura inesplicável. Este poema tem muita beleza mas com um final triste "o desejo de ver alguem que talvez não chegou a ver.
Beijinho

Sandra Subtil disse...

Vi, senti e cheirei esta seara onde vou voltar mais vezes.
Adorei.

AC disse...

Lídia,
Há instantes que são tentação, como se tudo dependesse de um clique...
Muito belo!

Beijo :)

Cristina Fernandes disse...

Luz que se sente... por vezes efémera, outras vezes eterna...
Beijinho Lídia
Chris

alma de pássaro disse...

Querida Lídia,
como sempre, um poema fantástico.
Simples palavras que traduzem o sentimento de tantos nós.
Beijinhos

Anónimo disse...

Que este desejo plante em seu solo
a árvore da renovação,
mais alta do que a noite escura...



Um beijo!

Pedro Gaivota disse...

Sabes bem que sou incapaz de viver sem " passar por aqui" mesmo que de forma fugaz...

Beijinhos

ítalo puccini disse...

belíssimo poema imagético!

Graça Pereira disse...

Aqui neste banco deponho as minhas estrelas, pela força do cansaço...No chilrear dos pássaros, talvez advinhe a tua presença.
Beijo
Graça

P. P. disse...

Que essa luz deixe de ser efémera.

bjs mil

Rogério G.V. Pereira disse...

Será um dia, e outro dia, e outro ainda.
Além disso: o céu azul, a sombra lisa,
o livro aberto
E algumas palavras. belas, ricas,
que me deixarão de ser ditas

(só te peço que me alertes no teu regresso)

Gabriela Rocha Martins disse...

não vais levar muito tempo a descansar ,pois não?
preciso de me quedar aqui.........mesmo quando não deixo rasto.........até breve ,sim?


e



.
um beijo

docerachel disse...

E esse era o mundo das delicadezas!

Mel de Carvalho disse...

Lídia, tudo é tão efémero na vida...
deixo-lhe sinceros votos de repouso. de que volte quando o coração lho recomendar. lamento tão tardiamente ter dado pela sua presença - durante meses/anos também "as minhas (noites) pediram repouso" e eu, sem coragem, limitei-me a ir publicando e pouco mais - dia após dia numa nesga aberta à claridade da madrugada...

Bem-haja, Lídia. Visitarei as suas searas para nelas repousar o meu estar. E ser-lhe-ei, amanhã como hoje, infinitamente grata.

Beijo
Mel

Valquíria Calado disse...

Não poderia deixar de dar-te um beijo de todo meu carinho, não sei se entendi que estais a nos deixar.... puxa... volta, bjos....

Lídia disse...

Olá Lídia

Passo sempre para ver!!!
Gosto muitissimo!!! de tudo o que leio!!!
Faço poucos comentários que já tem sempre tantos!!!

Mas hoje deixo um beijo

Lídia Frade

José Leite disse...

Poesia assim cheira-se e inebria! Acaricia-se e faz-nos bem `alma!

Mar Arável disse...

Fico à espera

na minha escarpa

AFRICA EM POESIA disse...

Lidia

Vim deixar a noticia...

Sábado dia 19 De Fevereiro

Tenho apresentação do meu livro

Caminhei ...Caminhando
e a apresentação de Algumas telas...

a Apresentação Será às 15H 45 Minutos
na Casa Luso-Angolana

Associação Lusófona do Porto

PRAÇA DAS FLORES

Edifício Fontanário.

Porto

Conto contigo e leva amigas(os)


beijos

Lilá(s) disse...

Por aqui vou passando, momentos perfeitos!
Bjs

sérgio figueiredo disse...

nada que supere o que há em ti uma delas a poesia que alimenta a beleza de um dizer mas que...

se bem entendi no post mais recente irá descansar e eu pergunto...
por muito tempo?

Paula Barros disse...

Na mesa de pedra repousa o livro..gostei deste trecho e olhar a imagem.

Que o teu descanso seja restaurador e breve. beijo

Mª João C.Martins disse...

Lídia

Quando detenho o pensamento num livro fechado, penso no quanto as palavras, abraçadas umas às outras, esperam pelos olhos de alguém´, ansiosas por se revelarem. Fico agora, olhando para este teu "livro", que intencionalmente se fecha, e penso que às vezes, as palavras também precisam de um tempo para se redesenharem, constelações de brilho ainda mais intenso.
Claro que vou sentir saudades! Bebo do que escreves , como uma criança bebe a sabedoria do mestre, mas aguardo serenamente o teu regresso e desejo que tudo o que necessitas te aconteça.

Um enorme beijinho de muita estima e admiração!!!

Virgínia do Carmo disse...

Um desejo legítimo, atrevo-me a adivinhar...

___
Que a brisa da primavera acaricie esta seara cansada...

Um beijinho

Sofá Amarelo disse...

As searas ondulam ao vento e um dia descansarão no regaço das palavras...

Daniela Delias disse...

Em cada verso uma imagem...que bonito!

Cris França disse...

Lidia,

passei para deixar-te um beijo, esteja bem no seu descanso.

Valquíria Calado disse...

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__(▓▓____▌(¯ `•.⋐(█)⋑.•´¯)▓)
___(▓▓___▌▌▓(_.•´/|\`•._)▓)
____(▓___▌▌▓▓ (_.:._)_▓)beijos pro resto da semana.

Mª Jose M. disse...

... um livro fechado que se "folheou",poderá abrir-se a qualquer instante...
Como esta Seara de Versos, para regalo dos olhos de quem passou e passa por aqui. O aconchego cá dentro, no sentir de quando se pára e permanece nesta magia da palavra escrita.
Pausa? Que seja breve!

Um beijo, MJose

Aníbal Duarte Raposo disse...

Cara Lídia,
Passei, li e gostei muito
Beijo

Gabriela Rocha Martins disse...

ainda cansada?
sinto.te falta

de ler



.
um beijo ,Lídia
( volta breve )

fatimawines disse...

Lídia,
Logo eu, que já a "troquei" por Irene(!).
Só os poetas(poetizas)sabem,temperar as palavras com "ervas" aromáticas e outras especiarias.
Gostei de ler.

MariaIvone disse...

Visualizo um fim de tarde, morno, em que os olhos descansam da leitura, no desejo inquietante de um encontro.
Linda e serena a sua poesia.

beijo

Meg disse...

Um poema quase bucólico, manso, sentido e com uma mensagem simples sobre o reencontro desejado.

Adorei!
abraço
Meg

DE-PROPOSITO disse...

Um livro fechado
-------
Há livros, que mesmo fechados deixam transparecer as palavras.
------
Felicidades.
Manuel

Lilá(s) disse...

É curioso como a vontade de ler boa poesia me trás de volta a este espaço, esperançada...
Bjs

Amato disse...

Há tempos não lia nada teu , por questões diversas,mas fico feliz,pois renova o que sinto pelas tuas palavras:
- São realmente demais!!!
Parabéns e volte logo...

Unknown disse...

Entre a leitura e um olhar disperso,
passeiam pensamentos, que nas letras não se concentram quando lá adiante, se busca uma resposta...

Lindo e reflexivo, em tão poucas letras...
profundo


Bjs

Livinha

Juliana Matos. disse...

Repouse minha querida
e retorne!
Beijoss
da Ju

Sempre disse...

Passei por aqui, desejo um bom descanso e que volte rápido. Saudades de a ler. Beijinhos ;)

FlorAlpina disse...

Bom descanso!

Com carinho, feliz dia da Mulher!

Bjs dos Alpes

Maria P. disse...

...beijinho*

Maria Rodrigues disse...

Amiga passei para lhe desejar um Feliz Dia da Mulher.
Beijinhos
Maria

Vivian disse...

Mulher que sonha.
Mulher que trabalha.
Mulher que luta.

Mulher mãe.
Mulher filha.
Mulher que manda
e que ama.

Mulher de erros e acertos.
Mulher de atitudes.

Mulher de palavras doces
Mulher decidida.

São tantas qualidades para
tentar definir esta criatura
abençoada por Deus, e que,
por vezes nos perdemos
em palavras.

Você, mulher, faz parte
disso, representando com
doçura e determinação um
universo totalmente
desconhecido, que a
cada dia revela-se
ainda mais misterioso
e, portanto,
apaixonante.

Parabéns MULHER,
pelo seu dia, pelo
nosso dia!

Beijos, alma linda!!

aapayés disse...

Ante la majestuosa pulcritud de tu presencia

Confieso que soy el cielo
El sol,
Las nubes amamantando el tiempo

Confieso que las estrellas
Las dibuje con mis sueños
Iluminando el firmamento de mis sentimientos

Que tus cabellos
Los acaricie palpitando mis deseos,
Y que tu cuerpo
Lo transite coloreando mis pasiones
Elocuentes del que ama

Confieso que no soy nada
Ni nadie en este mundo
Ante la majestuosa pulcritud de tu presencia
Mujer,
No soy el que confisca tus besos
Ni el que marchita tu alma
En añicos de penas,
Soy,
El que respeta tu nombre
Pintado
En el firmamento beso del te quiero

Confieso
Que soy
El que emancipa la palabra
Convirtiéndola en caricia mutilada de ternura,
Mujer
Eres
Luz
Embarazo creador de lo eterno
De lo infinito
Mezclado con el esperma
Quietud erótica de mi cuerpo
Ante la belleza emblemática de tu movimiento
Vida

Adolfo Payés.


Con todo mi respeto y admiración ara la Mujer en estas fechas y el mes de Marzo..


Un abrazo
Saludos fraternos...