Ver é obra da poesia. Dizer é obra do poema.
Dizer bem é artesanato. Mas ninguém
pode dizer bem o que viu mal. Um poema
puramente artesanal não existe.
Dizer bem é artesanato. Mas ninguém
pode dizer bem o que viu mal. Um poema
puramente artesanal não existe.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Arte poética II em caderno
Publicado, com variantes, em Geografia (2004:95)
Arte poética II em caderno
Publicado, com variantes, em Geografia (2004:95)

12 comentários:
Adoro Sophia de Mello Breyner Andresen, a foto é linda. Excelente escolha!
Bjos
Que lucidez!
carinhoso beijo.
Olá amiga.
Que melhor para homenagear a nossa Sophia, que uma excelente foto de Eduardo Gageiro. São duas homenagens num só espaço fotográfico. Para além do teu entusiasmo e empenho, claro.
Beijos amiga
Victor Gil
Quanto mais leio Sophia de Mello Breyner Andresen mais dela gosto. Gostaria de a ter conhecido pessoalmente.
Puramente artesanal, não.
Quanto muito, haverá poemas em construção
(Gageiro, o fotografo que dá côr morna ao cinzento espesso...)
Lídia,
Fez bem em trazer a Sophia, ela acrescenta sempre algo.
Beijo :)
Sophia,uma das minhas referências, a par de Eugénio de Andrade.
Esta sua afirmação faz jus à sua sensibilidade e sabedoria.
Um beijinho
Branca
Artesanal,não. Em esboço...
Obrigada pela partilha.
Beijos.
fenomenal,
beijo
Esculpido com delicadeza da alma...
Um beijo imenso!
Que belo.
Poema é uma mescla de tanta coisa, num espaço de tempo que não é cronológico.
Poeta é aquele que quer dizer uma coisa, mas diz outra, ainda mais verdadeira.
De Sophia,
Liberdade
«Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade»
("não existem poemas puramente artesanais... "!)
Beijinho, MJ
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