
Quero de volta o canto das aves.
Escuto-as ao longe.
Será que sabem ainda
construir a primavera
no meu coração?
Quero de volta a dança das mãos
nas notas irrequietas do piano.
Quero os gemidos longos do violino
a sussurrar enleios nos meus ouvidos.
Quero regressar a Vivaldi,
Frédéric Chopin, Strauss...
Não mais a música fechada numa caixinha
de silêncios onde dorme
a única bailarina do mundo
que não sabe dançar.
Não mais as mãos tocando a pedra.
Antes a voz da brisa nas folhas do limoeiro,
o amarelo vivo dos frutos.
A porcelana fina
das frésias brancas, nos dedos
E nos olhos, o sorriso que me dirigem
Em sinal de perdão pelo desleixo.
Quero regressar,
Voltar a morar em mim.
Lídia Borges
35 comentários:
Já trouxe a presença, de volta,
em sorrisos com
este belo poema,Lídia!
Um afetuoso abraço
marlene
Há sempre aves em nosso coração, só precisamos ouví-las. Você tem a audição que só os corações doces possuem. Cheiros meus.
Tudo pode aquele que acredita. bjs querida!
Lídia, soubera eu dizê-lo assim, e todas as palavras aqui, seriam minhas.
De volta a mim, plena desta leitura, deixo-lhe, em partilha serena, um "gemido de violino" que um dia escrevi...(http://noitedemel.blogs.sapo.pt/64545.html)
Enorme o seu talento; enorme a minha admiração e gratidão.
Beijo
Mel
Num pequeno poema com o título Depoimento, disse mais ou menos isto:
A sombra que não faço e faz em mim
que a treva em volta inste e permaneça,
é a prova de que existo mesmo assim
e, por fora, o que quiserem que pareça.
Dentro, só me tenho a ver comigo:
sou o que entendo e quando quero.
Não importa como faço ou como digo;
basto-me apenas com o ser sincero.
Agora coloco-o aqui porque me parece bem.
Beijinho
João
LIndo e intenso desejo de reencontrar-se...beijos,lindo dia!chica
Muito belo este poema.
Também quero o canto das aves
O reconstruir da Primavera
Os sonhos floridos de amor
As árvores repletas de flor
E música e bailados de cor
A saudade que temos, do que fomos e somos, do que queremos ser, de nós mesmos, de nossa identidade, a música que embala lembranças entre imagens tocantes, a suavidade das palavras... senti-me emocionado ao ler teu poema. Belíssimo.
Beijo.
Um deambular pelos cheiros da primavera, adornada de música e pedidos enjaulados de regressos. Lindo. Beijinhos com ;)
a ânsia desse eterno retorno, doce
beijo
Este poema é de uma delicadeza ímpar...
Tenho a certeza que a Primavera brotará no teu coração de poeta
Belo Poema introspectivo, amiga Lídia.
Um grande abrço.
Lidia
Teus poemas cada frase são de uma ternura, palavras com uma sensibilidade incrivel, que como sempre encantam-me.
Beijinho Lidia
Sabes que siempre me da un gusto tremendo visitarte..
Acariciar la mañana con tu poesía, es verdaderamente un placer....
Un abrazo
Saludos fraternos..
Que bom e esperado o teu voltar
Perpassa um sopro tão ligeiro
perfumado das frésias a cantar
num hino primaveril verdadeiro!
A Primavera na sua suavidade
esperava pela tua companhia...
E eu, já cheia de saudade
espiava-te noite e dia...
Mil beijos (fazes falta!!!)
Graça
Lindo, sentido... Porque será que nos desprendemos de nós mesmos? Abraço.
Lindo....
"Não mais a música fechada numa caixinha
de silêncios onde dorme
a única bailarina do mundo
que não sabe dançar."
Adorei
acreditar sempre e a clave amiga... belisimo poema letras maravilhosas.... parabems
saludos
otima semana
abracos
Digo para mim,
não parando de me interrogar:
Porque será que os poetas
querem estar
nos locais de onde se ouve
o seu mais belo cantar?
Minha querida
Hoje passando apenas para oferecer o meu selinho de 500 seguidores...feito com o carinho de todos que me seguem.
Beijinhos
Sonhadora
bonito e muito bom o final.
beijos!
Lídia
que todos os seus quereres sejam cumpridos e se espalhem aos amigos através do seu sentir, do seu olhar.
Belíssimo como tudo que venho buscar aqui.
Obrigada
fica os abraços
Voltei, apenas para referir que tem um selo para você no meu cantinho. Beijinhos ;)
Lidia,
A tua poesia é inconfundivel!
Beijo
AL
Todas as Primaveras se repetem no tempo, todas as aves cantam, todas as frésias reflorescem exalando o seu perfume.
Voltar para quê?
Beijo grande, Lídia
Oi amada,lembra de mim?
Eu voltei com um blog novo pq o meu foi denunciado.
Eu te seguia antes embora estivesse um pouco afastada por causa do trabalho.
Posso lhe dizer que aqui é um encanto e onde tem poemas tem coração sensível.
Penso: O que seria de mim sem os poetas?
Beijos eternos.
Há poemas que nos dizem o que sentimos há uma eternidade, e jamais conseguiríamos dizê-lo desta forma.
Fico sempre rendida de admiração pela tua escrita e agradeço o privilégio que é, ter-te encontrado.
Isso tudo ficou te esperando.
Poema lindo!!!
Dei por mim que corremos atrás de tantas coisas quando tudo o que precisamos esta dentro de nós.
Marvilhoso.
Um exelente fds minha amada.
Beijokas milllllllllllllll
A saudade do próprio eu, no medo de perder, na ânsia de se guardar... A afeição e a fidelidade que temos pelo que somos.
Magnífico poema. Um beijinho
Quando as palavras emprestam asas
o coração voa
a complexidade do mais simples
Um prazer visitar a sua casa
Bjs
Ás vezes é assim Lídia, perdemo-nos ... O rumo endoidece e pomo-nos em desvario ...
Então, começamos por dançar as mãos. Uma, depois outra e logo as duas se põe ritmadas a bailar. E vêem os pássaros em bando de orquestra.
E a Primavera, irradiando a alma...
E então, como quem volta à casa, reencontramo-nos!
Voltamos a dançar, a cantar e a sorrir ...
Querida Lídia...
Também voltei "prá casa"...por isso aqui estou e , confesso , gostaria de ter escrito esse texto.
É , no mínimo, maravilhoso.
Quero regressar,
Voltar a morar em mim. É isso!
Beijos.
Tenho saudade, principalmente, do que eu poderia ter vivido.
Belo poema, moça!
Grande beijo.
Volte e a música estará sempre a sua espera, beijos.
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