quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que fica...

Às vezes, um barco lento sobre o silêncio.
Às vezes, um verso preso do lado de fora do poema.
Às vezes o espanto, às vezes!
Mas como? Se o orvalho da memória duvida
sempre  do esquecimento.

27 comentários:

vieira calado disse...

Um bonito poema,

sem dúvida!

Bjjss

UBIRAJARA COSTA JR disse...

E fica, certamente, a beleza desses seus versos...
beijos.

Rogério G.V. Pereira disse...

Mas como?
Pois não é
o orvalho
a lágrima límpida
do poeta
tocando a pétala
esquecida?

ítalo puccini disse...

essa dualidade memória/esquecimento. que nos acompanha. versos muito bons!

abraços

Unknown disse...

A memória é um barco lento e vai deixando marcas na passagem do tempo.
São essas gotas de orvalho que fazem belos poemas como este.

João de Sousa Teixeira disse...

Em Poemas Possiveis, José Saramago diz assim:
Poema à boca fechada


Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

Beijinho
João

Jorge disse...

O esquecimento perde e a memória transforma.
Beijo
J

Mel de Carvalho disse...

Que propósito haverá no esquecimento, minha amiga?
Talvez o mergulho nas águas inaudíveis de um papel seja a serena busca do verso... ou, quiçá, o movimento íntimo - a luz - a crescer das água em negação do que queremos submerso.

Tão belo o momento em que a leio, Lídia.
Bem-haja
Mel

PS: Gratidão pelas suas visitas, sempre!

angela disse...

Essa eterna desconfiança de nós mesmos.
beijos

Rolando Palma disse...

Por vezes fica... a palavra não dita.
Para que quem lê... também possa sonhar.

Tudo de bom para si,

Mateus Medina disse...

Até mesmo o esquecimento parece ter o seu propósito... mas, como dizes... as vezes.

Unknown disse...

Quem parte leva saudades, quem fica saudades tem .

Beijo.

Unknown disse...

às vezes, às vezes
também sinto assim,


beijo

AFRICA EM POESIA disse...

Lídia

Um beijinho
SER PALHAÇO


Ser palhaço...
É ser gente...
E é saber...
Rir...
Quando apetece...
Chorar...
Ser palhaço...
Muitas vezes...
É vida...
Muito dorida...
Mas...
O palhaço...
Pinta a cara...
Faz palhaçadas...
Faz rir...
E ao ver...
A alegria...
Dos outros...
Também ele...
Se sente feliz...
E acaba por...
Deixar de chorar!...

LILI LARANJO

Flor de Jasmim disse...

Lídia
Lindo este teu poema, muitas das vezes não no esquecimento, mas ficam sempre palavras que nunca são ditas.
Beijino

Penélope disse...

A memória - essa senhora que muitas vezes nos prega grandes peças... basta apenas essa gota de orvalho.
Lindo, minha amiga!
Beijinhos

Ricardo Valente disse...

Tão bom, qdo as palavras rolam fáceis...

Graça Pires disse...

às vezes e sempre o espanto. Que belo poema!
Um beijo.

Sempre disse...

A memória, essa que nos faz cativo o pensamento e nos impede o esquecimento. É de espanto. Um beijinho ;)

Sam. disse...

"Porque o sonho de todo amor, se não puder ser eterno, é ser assim: inesquecível."
(Vinícius de Moraes)

entre amigos, encontrei seu blog...e quanto bom gosto!

Sigo-te encantada!

Grande abraço!

Lilá(s) disse...

Mas pela certa fica sempre um suave poema!
Bjs

AC disse...

Talvez seja a sensação de que fica sempre algo por dizer. É por isso que o caudal da poesia é ininterrupto, as águas trazem sempre algo que contar...

Beijo :)

Anónimo disse...

Um abraço , e obrigada pela visita.
Gostei desta seara de versos...
tulipa

Ani Braga disse...

A vida é feita de momentos...
E estar aqui está sendo um momento especial...
Voltarei sempre que puder...
Se quiser, dá uma passadinha no meu também...
Quem sabe não gosta e fica.... E com certeza retribuirei a gentileza.


http://cristalssp.blogspot.com

Beijos 

Ani

Mª João C.Martins disse...

Tantas vezes Lídia, às vezes...

é esse verso preso do lado de fora de um poema, que navegando lentamente no silêncio, acaba por ser a nossa melhor semente, a provar que não existe esquecimento, apenas espera...

Um beijinho de enorme gratidão

dade amorim disse...

Belo e verdadeiro poema, desses que redescobre o que sabíamos sem perceber.

Beijos.

BF disse...

O que fica... às vezes neste nosso viajar. Ficou muito das tuas poucas palavras.

Um beijo
BF