quinta-feira, 19 de maio de 2011

Do fim




 Diz-se que todos os dias se morre um pouco, mas todos os dias, há alguém perto de nós, que morre tudo o que lhe resta...


Lídia Borges






Pintura: Michael Gorban

25 comentários:

Claire disse...

puxa Lidia!!
conciso e certeiro!!
cai como uma luva para meu dia de hoje.
bjs

João de Sousa Teixeira disse...

A MORTE
Pensar a morte não é coisa d’infante:
não cabe em tanta vida condensada
o fim de tudo, num só instante;
um ápice ou, mais que efémero, nada.

Não há quase neste fatal conceito,
que tudo reduz à insignificância
ou ao trilho que se inicia já feito,
não antes, mas depois da transumância.

A morte colou-se a mim para ficar
(longe ainda d’agonia, a meu ver).
Contraditória - tira vida em vez de a dar -
a quem tem mais experiência de viver.

Beijinho
João

Unknown disse...

Parece ser verdade que nesta ânsia de viver, vamos morrendo um pouco em cada dia.

Connosco e ao nosso lado, a situação repete-se se disso nos apercebermos.

marlene edir severino disse...

Belo.
E triste.

Grande abraço!

Marlene

Celso Mendes disse...

Tudo que se resta morrer é o que se vive no hoje.
Amanhã serão outras mortes. E a sensação, a mesma.

Beijo, poetisa!

Anónimo disse...

Uau! Adorei!

Beijo.

Eva Gonçalves disse...

É verdade. Esquecemo-nos disso com demasiada frequência...

Unknown disse...

"Morremos a primeira vez quando perdemos o entusiasmo."

beijo.

Mona Lisa disse...

Olá

Descreveste de uma forma suave a realidade "nua e crua".

Bjs.

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Lídia, há quem diga que começamos a morrer na hora em que nascemos. Exageros a parte, se olharmos a vida pelo ângulo da contagem regressiva, poderemos alimentar, no nosso coração, um sentimento pessimista ou até de incoformismo diante da fatalidade do nosso destino, ou seja, da idéia de finitude. Seja como for a morte é a certeza infalível desta vida.
Um grande abraço e fique com Deus.

Mª João C.Martins disse...

E que doloroso é, ficar com essa despedida tatuada em nós e guardá-la no coração, como se fossemos os únicos herdeiros da vida que se finda.

Sei tão bem do que fala a tua poesia...

Um beijinho Lídia e a minha maior gratidão!

OceanoAzul.Sonhos disse...

Vamos morrendo aos poucos e acabaremos por morrer tudo um dia. Triste mas real.
bjs
oa.s

Sempre disse...

Tocante...Somos tão ínfimos perante o que nos resta. Tão certeiro que dói. Beijinhos com carinho ;)

angela disse...

E assim vamos indo...
beijos

Mateus Medina disse...

O que hei de dizer?

Verdade.

É pena que algumas pessoas "morram tudo que lhes resta" antes do tempo, ou que morram muito a cada dia, desperdiçando vida...

Graça Pires disse...

Morreremos apenas quando o amor nos assustar mais do que a morte...
Beijos.

Mel de Carvalho disse...

a morte é a circunstância. nós o o trem, o tempo de viagem...

Beijo Lídia. Bfs.
Mel

Luas disse...

I invite you to visit my page.
A huge kiss,Lídia ;P

deep disse...

E, por mais que aconteça, não deixamos nunca de ficar surpreendidos perante a sua inevitabilidade.

Beijinhos

Graça Sampaio disse...

Muito lindo! Muito bem esboçado, tal desenho a traços largos mas bem definidos!

rosa-branca disse...

A verdade minha amiga é que cada mazela que temos vamos morrendo aos poucos. Quando deixa de ser mazela e passa a ferida, aí vamos vivendo aos poucos. Beijos com carinho

lis disse...

Oi Lídia
Somos apegados a vida e esquecemos que a cada dia ela se aproxima. Se lembrássemos talvez não vivéssemos felizes.
Li uma cronica de Rubem Alves que ele dizia que a morte e a vida não são contrárias. São irmãs.
Diz que a vida um dia deseja ir e temos que ser sábios pra reverenciá-la e permitir.
Morrendo a cada dia um pouquinho como voce bem diz mas em pé,bonita e serena rs
abraços
um bom sábado

Lilá(s) disse...

Bem visto!
Bjs

Maria Rodrigues disse...

Lindo e verdadeiro. Ao longo da vida muitas vezes o nosso coração é quebrado de tristeza de desilusão ou de dor e parte de nós vai morrendo. A morte fisica é a nossa derradeira partida, é o terminus de muitas mortes.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria

Jaime A. disse...

Sim, viver é muito mais difícil do que a morte que resta.
Muito preciso e certeiro.