Tanto!...
Útero, fonte e raiz
Universo de fôlegos emergentes
O caos a parir nova ordem
A nossa
Em delírios consumada.
A «finitude» rompe e edifica
É partir e ficar
Unificar
Fragmentos inconciliáveis
Nos desejos que desenhamos
Em espaços de sombra e luz.
As «máscaras» que usamos
São os rostos que temos
E negamos
As máscaras somos nós
Sentires efémeros
«Inconsistentes e gelatinosos»
Que num ímpeto...
«Zás»... se apagam
E nos apagam
Na vertigem, faltamo-nos.
Ficamos ou partimos?
Nunca o saberemos com precisão.
* Este poema surgiu em diálogo com um texto do "Mil Conversas" e todas as palavras ou expressões entre aspas são retiradas desse texto "Partir ou ficar" com o conhecimento do autor.
Lídia Borges
20 comentários:
Depois de partirmos... ficamos sabendo.
Bj
J
Ficamos e partimos numa eterna indecisão! Beijo
Ia dizer o que escreveu a Eva...
Abraço
Só depois de partirmos ficamos a saber que o melhor teria sido ficar...
Bjs dos Alpes
Minha querida
Entre o sim e o não...verso e reverso de nós, voltando e deixando um beijinho.
Sonhadora
Um poema de indecisões, bastante interessante. Um abraço, Yayá.
Quando incorporamos a máscara, retirá-la e atirá-la longe é como nos fazer granada.
querida amiga,
todo o percurso se faz de viagens, de partidas e regressos, idas e não retornos, voltas sem idas. se todas as máscaras nos cabem no rosto, nem todas nos servem nos pés que desenham o que de mais essencial no percorre: o desejo de ser e acontecer viajando. e, com a mochila nas costas, todo o caos, no asfalto da estrada, mais não é arrepio na voz escura da morte.
um beijo!
Lídia
Quantas máscaras não estão por detraz de bonitos rostos... quantas indecisões??? Quem não as tem.
Beijinho
eis a questão, um enigma que nos persegue no cotidiano e não carece de afirmativas
beijo
"Não sei se eu vou,
Não sei se eu fico
Se eu fico aqui, se eu fico lá
Se estou lá tenho que vir
Se estou aqui, tenho que voltar." (Martinho da Vila)
Beijos!
Alcides
Quantas máscaras, quanta aceitação ou rejeição de nós mesmos, do mundo, ficamos ou partimos, quem sabe...
Lindo poema.
Um abraço
oa.s
Lindissimo poema minha amiga poetisa. Ao longo da vida partimos e morremos muitas vezes. Quantas vezes estamos presentes, mas a nossa alma está ausente.
Tenha um excelente fim de semana.
Beijinhos
Maria
Querida Lídia,
Num mundo tão apressado, é difícil, mas necessário estarmos sempre atentos e à espreita dentro de nós mesmos e mesmo assim são tão poucos os momentos em que saberemos se ficamos ou partimos e de facto na vertigem quase sempre nos faltamos.
Muito lindo e profundo este poema.
Beijos
"eu por mim sou assim
quando chego aos portos embarco"
a precisão, é uma nota musical impecavelmente tocada
é rara
um beijo
manuela
Permanecemos, iguais e diferentes.
Entre o alfa e o ómega, num fio de luz e sombra, à procura de azul e transparência. A incerteza é um estado impreciso e inerente à viagem.
Dentro do peito, sem máscaras, guardamos o lado mais real e o único inegável.
Ler-te,é como abrir uma janela de flores e aromas raros.
Um beijo
Estamos sempre a partir dentro de nós...
Beijinho
João
Ficar com uma máscara, trocá-la, tirá-la ou simplesmente partir, com ou sem máscara (temos muitas, qual usar?). Entre os passos e nosso reflexo o sopro do tempo a nos modificar constantemente. A entropia que se segue ao crescimento. Esse poema despertou-me algumas perguntas latentes, amiga. E toda escrita que nos toca é uma escrita que vale ser lida (e relida).
beijo.
Pois não, nunca saberemos...
Gosto dessa intensidade, Lídia!
Beijo :)
penso que perderia a graça toda se soubessemos :)
Gostei deste pedacinho em que aqui fiquei*
brisas doces ***
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