terça-feira, 5 de julho de 2011

Poeta...

                                                                                                                     Pintura: Harriet Backer

Poeta? Não
Quando muito
pressinto os rumores de poemas passantes
versos ocultos por entre os ramos
na floresta de papel  que nos habita.

De quando em vez,
um forte estrebuchar de asas na folhagem
um distúrbio, um apelo
como se o voo fosse acontecer
e o poema adejasse azul e infinito
no céu da minha contemplação

Ilusão!

O que imprimo é então o que sobra
de um voo frustrado
Apenas o pó levantado
no bater de asas
do eterno poema denegado

L.B.

18 comentários:

Paulo Francisco disse...

LindoOOOOO! Maravilhoso.
Um beijo grande

Rogério G.V. Pereira disse...

Humildemente belo
(Poderia dizer mais,
mas prefiro ficar ausente
deixando teu poema mais presente)

Artes e escritas disse...

Gostei das imagens e no entanto voa em pensamentos esse seu poema. Um abraço, Yayá.

Celso Mendes disse...

Poeta? Sim
E mentes
como todo poeta
que do pó levantado
aspira o brilho
de voos
e palavras.

Lindo, Lidia!!!

Um beijo, poetisa.

Anónimo disse...

O que sobrou aos olhos comuns é a verdadeira matéria-prima aos olhos do poeta.
Seu olhar é perspicaz e mostra um mundo incrível aqui.

Beijo.

João de Sousa Teixeira disse...

VISITA IMAGINÁRIA A BRECHT

Por que haveria de chover de forma tão copiosa
no dia que desembarquei em Augsburg
vindo de Munique,
quarenta e quatro anos após a morte de Bertolt Brecht?
No ramo, os cravos vermelhos
pendiam como lágrimas de choro convulsivo
e as suas pétalas tingiram o chão
já encharcado de outros prantos.
Dramatizo. Não era assim tanta a chuva.
Não era Augsburg, não era Brescht, não eram cravos
e muito menos chorando de forma tão pouco digna.
O mais provável é não ter feito esta viagem
nem este texto ser meu.
Toda a literatura de Brecht grita dentro de mim.
Isso é verdade.


O POEMA QUE TRANSCREVO, APARENTEMENTE NÃO TEM NADA A VER COM O SEU, EXCEPTO NA FILOSOFIA.
COM UM BEIJINHO
JOÃO

marlene edir severino disse...

Lídia,

Infinidade de detalhes nesse mundo contemplado
que tua visão de poeta nos presenteia.
Belo!

Afetuoso abraço,

Marlene

Rosa dos Ventos disse...

Ser poeta é...assim mesmo, esta coisa linda!

Abraço

chica disse...

Teu poema é lindo e maravilhosamente inspirado,Lidia! um beijo, ótimo fds,chica

Evanir disse...

Com enorme carinho
agradeço de coração por compartilhar
momentos tão agradaveis e tão importantes para mim.
Certamente vera essa mensagem em outros blogs
mais isso é tudo que posso fazer hoje.
E jamais vou deixar de agradecer a bondade
de estar sempre no meu blog acariciando meu corção.
Agradeço e reconheço que Deus nunca nos deixa sozinho.
Um beijo no corção,Evanir.

antonio ganhão disse...

Eu próprio há muito que me agito apenas sobre rumores de vida que de tempos a tempos consigo pressentir... Belo poema.

lis disse...

Oi Lídia
os poetas insistem em ser modestos e voce não é diferente.
Suas palavras são sempre meus afetos e os libero pra inundar meu dia sempre que venho aqui.
Obrigada pela maneira bonita de imprimir sobre o bater de outras asas que se misturam às suas criando vôos tão singulares!
meus abraços

Mar Arável disse...

Excelente

dos mais belos e profundos que li

no seu espaço

mundo azul disse...

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Lidia, seu poema é poesia puríssima! Gostei muito...Que prazer ler bons poetas!


Beijos de luz e o meu carinho...

...a música é linda!

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Maria Campos disse...

Lindo, humilde sábio. Gostei tanto do poema como a escolha da música. Betânia ...

Será que terei o prazer de conhecê-la no lançamento do livro da Paula Mateus, "Sete estórias do vento salgado" ?

Ficari muito feliz, se assimacontecer.

Um beijo à POETISA, sim, porque o é. E daquelas que nos põe o peito descompassado ...

OceanoAzul.Sonhos disse...

Imponente! Cada palavra escrita, queima em nós...
A musica, excelente.

um abraço
oa.s

manuela baptista disse...

eu diria, alado


um beijo

manuela

Mª João C.Martins disse...

Humildes são os poetas grandiosos,
como tu, Lídia... como tu!!