Pintura: Hu Jun Di
Há na paz desta tarde
Rente às árvores
Uma tensão oculta um mistério
Um prenúncio de tragicidade
- oco talvez -
Mas são sombrias as sombras
pendentes no movimento pausado
da folhagem
Há formas que nunca viste
Na arquitectura vegetal do momento
Há formas que nunca viste
Interrogas-te sobre a intenção
Desse ínfimo cristal
Que se move fora do tempo
Pondo em causa
O equilíbrio das forças naturais
A harmonia, o ritmo e a perfeição
que a terra dita
Esse estado ideal que traz à luz
O teu desejo intrínseco de SER
Sem desperdícios e sem excessos
Tão distante desta tarde estéril
Numa suposta paz
rente às árvores.

25 comentários:
Sempre com versos tão profundos...
Gostei muito da pintura que acompanha a poesia.
Um beijo carinhoso.
A paz num desejo intrínseco de SER. O que dizer, senão da contemplação que me assola. Buscar o nunca visto no mais simples dos olhares.
belo, Lidia.
um beijo.
o que parece prenhe de mansidão de repente sobeja um vento atroz,
beijo
é algo mais real
que o próprio
sonho
...
Beijo carinhoso.
Bonito o poema e a pintura escolhida.
Um abraço
Ah, as árvores!
Capazes de se tornarem, de súbito, florestas...
Quanta inquietação,
quantos sois e sombras
que o poeta não nomeia?
As tardes não são vésperas de noite;
são manhãs envelhecidas.
Beijinho
João
Amiga Lídia, gostei muito do teu poema, meio transcendente, metafísico, espiritual...
Um grande abraço. Tenhas uma linda noite.
Bela combinação de doutas e ricas palavras com embriagantes acordes musicais.
"Numa suposta paz/ rente às árvores"
Às vezes, a paz traz-nos uma voz baça, numa orquestra de sons não muito conseguidos...e as tardes guardam vigílias escondidas nas ramadas já quase de braços abertos...mas, por entre as folhas, há uma viagem de luz que nos penetra na alma e descobrimos o encanto das coisas mais preciosas.
Gosto cada vez mais de te ler!
Beijo
Graça
espiritual... senti-me lá, nesse mistério, junto às arvores...
magnifico, como sempre.
Um beijinho
oa.s
Bom dia
Estou passando para lhe desejar um lindo dia, coberto de muita paz e amor
Abraço fraterno
Maria Alice
Na paz da sua tarde, querida Lidia, encontrei-me.
A profundidade das palavras tocam o intimo do ser.
«Esse estado ideal que traz à luz
O teu desejo intrínseco de SER
Sem desperdícios e sem excessos
Tão distante desta tarde estéril
Numa suposta paz
rente às árvores. » Genial.
Bjito amigo e uma flor.
Olá, Lídia!
Vi o seu Blog e achei uma graça com textos incríveis. Já sou seguidora.
Convido você a conhecer Sapatinhos da Dorothy, se gostar me siga também para trocarmos ideias.
Abraço,
Sandra
Sapatinhos da Dorothy
na paz das tuas palavras.
abraço.
Muito prosaicamente...
Depois digam-nos que árvores há muitas, podem cortar-se, ocupar o seu espaço com auto-estradas, alcatrão a perder de vista, a caminho da solidão, sempre à vista por mais que nos afastemos,
que importa o coração
que importa a inspiradora
sombra duma árvore
a sua quietude
ou movimento
ao sabor do vento...
que nos traz o lamento
também o encantamento
da vida e dos seus mistérios.
Bjinho
António
Muito, muito bonito, mesmo!
Será que a Lídia "aprendeu" as mesmas palavras que o resto de nós? É que ... usa-as e agrega-as de uma forma muito bela, leve, diferente. Muito bem conseguida sempre.
Parabéns
Lídia querida
Muito bonito!!!
Fez-me sentir essa paz com esta sensibilidade de palavras.
Beijinho e uma flor
Minha querida
Hoje passando apenas para oferecer o selinho de 2 anos de blogue e dizer que sem o carinho de todos que me seguem e comentam não chegaria aqui, por isso esta comemoração é vossa.
Beijinhos com carinho
Rosa
Oi Lídia! Passando para agradecer a visita, o comentário, e apreciar mais um dos teus belos poemas. Adorei!
Beijos e muita paz pra ti e para os teus.
Furtado.
Olá, Lídia!
Tuas poesias são sempre belas e enchem a alma de sensibilidade e delicadeza.
Já fostes conferir tua poesia narrada por mim lá no meu blog http://wwwmeandyou-meandyou.blogspot.com/
aguardo-a e deixo aqui um abraço carioca
paz rente
mal toca
há formas que eu nunca vi, mas li
um beijo
manuela
Gostei do que Há na paz desta tarde.
A Natureza em lição poética.
Beijinhos.
Lídia
Há formas que não se vêem, nem é dos olhos que precisam para se revelarem. Rente às árvores, há tardes em que a paz é um presente há muito pressentido.
Um beijinho
sentimos a paz em alguns momentos "tardes" mesmo
quando nos deixamos encantar pela natureza
bjs
Muito lindo poema.
Como faz bem estar em paz!
Bjs.
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