quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Mário Quintana
Recebi hoje este poema de Mário Quintana, enviado pela minha querida amiga Fátima R.
Eu, que dei ao meu livro o título de "No espanto das mãos: o verbo" não poderia ficar indiferente a este belo poema que me deixou emocionada.
Obrigada Fátima!
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mário Quintana
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15 comentários:
Olá Lídia, lindo poema que eu não conhecia, mas que é bem verdadeiro. Beijos com carinho
Lindo.
O seu livro vai estar à venda em todas as livrarias?
Muito lindo!
Desde a nidificação
ao voo mais que perfeito,
sei de cor a migração
das aves do meu peito.
Beijinho
João
OLá
Os poemas são pássaros "alimentados" pelos poetas...
Bjs.
Precioso!
Obrigada, Lídia.
Beijo.
Agradecendo a partilha
dessa bela oferta
faço-lhe outra
É oferta fraca
nada que se pareça
com a da Fátima.
Um pequeno texto meu, escrito em Setembro do ano passado:
"As palavras são o que de mais sofisticado e humano existe. Há quem diga de quem as comunica bem, que elas, as palavras, lhes saem da alma. Para mim as palavras saem de todo o lado. Coração e cérebro são os grandes responsáveis. Um irriga o outro e este converte a vivência em algo a transmitir. Os olhos e ouvidos são acessórios importantes. Mas, no fim de tudo, são as mãos as principais responsáveis pela existência das palavras dignas. Tudo o que o homem fez e faz, sai-lhe das mãos. As mãos são a génese da inteligência humana. Quem não fez nada na vida e humildemente não reconhece isso, não tem uma mão cheia de palavras que valham a pena integrar na comunicação humana sob a forma de um livro, de poema, de canção ou outra qualquer..."
Pois é amiga Lídia, Mario Quintana é meu poeta favorito. Muitas vezes eu o encontrei andando pelas ruas aqui de Porto Alegre e sempre quis falar com ele, mas quando estava próximo, a poucos metros, minhas pernas tremiam e ficava mudo e apenas observava o meu ídolo passar. Hoje, quando ele mora no céu, fico lamentando por não ter dito enquanto ele vivia, que eu o amava.
Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.
Lídia
Excelente!!! Não conhecia! É lindo.
Beijinho
Não me canso de quintanear. Suas definições para poesia e sobre o poetar são preciosas, como neste poema.
Beijo, amiga.
É mesmo fantástico esse poema.
Adorei.
Beijinho
Bom fim de semana.
Irene
um belo poema. sem dúvida!
Muito bonito.
Que seja também muito bonito, Lídia, o lançamento do seu livro "No espanto das mãos: o verbo". Parabéns.
Um poema lindíssimo!
Beijinhos,
Álly
Maravilhoso Lídia.
Mário Quintana tinha uma sensibilidade fora do comum na utilização das palavras.
Beijos
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