Resistem
verdes rebentos
no acontecer disfórico do tempo
Revelam-se
pequenos nadas flutuando
à superfície líquida das horas
Acendem-se
cintilações maternas, pirilampos lestos
na dissimulação da noite
Marcam
com "v" de vida
As anacronias excêntricas
dos relógios
Afagam-nos
respiração perfumada
da última roseira em flor
deste maio tardio

18 comentários:
São este pequenos nadas que fazem toda a diferença.
Maravilhoso jogo de palavras.
beijinhos e bom fim de semana
Algumas coisas resistem no tempo ao nosso olhar e ficam marcadas nos dias multicoloridos como rosas tardias.
Tardio é o que nunca chega
Perdeu o relógio o tempo
ainda bem
Maio?
Já vem.
(a marca de "V" é de vitória,
que é mais querida que a própria vida)
gostei imenso deste pequenino poema. muitos beijinhos,votos de um bom fim-de-semana para ti!!
Dão-nos conta que o dia de ontem
é irrepetível (incluindo as horas boas).
As horas que batem neste instante
são as únicas de carne e osso, verdadeiras.
Hão-de vir horas, outras horas amanhã:
a essas chamo, por enquanto, ansiedade.
Beijinho
João
Renasce sempre a vida
em cada raio de luz
Que de qualquer poro
do tempo da noite brota …
Lídia,
Pequenos nadas capazes de alimentar o essencial: a esperança.
Beijo :)
Pequenos nadas mas tão ricos de conteudo!
Bjs
pequenos nadas me incitam à elevação,
beijo
Esses pequenos nadas é que dão vida à nossa VIDA.
Beijos.
a poesia pontuada pelo verbo, pela urgência, pela inevitabilidade de ser e fazer, num processo autorreconstrutivo que edifica e eterniza. assim te leio, querida lídia!
beijo grande!
p.s. o meu último texto invoca manuel pina, com uma sequência de versos que respiram aqui neste teu blogue.
A vida é composta de pequenos, grandes nadas que dão vida, cor e alegria aos nossos dias, são momentos únicos, momentos de felicidade.
Bom domingo
Beijinhos
Maria
Bonito texto... adorei seu blog...
Pequenos nadas
que são a essência
Excelente como sempre
Sendo tão pequenos, são o ar que respiramos e sem eles nada faz sentido. Revelam-se e, no entanto, nem sempre são vistos. O relógio, por vezes, turva os sentidos.
Um beijinho, Lídia
Querida Lídia, é sempre um prazer passar e ler as suas palavras que nos marcam, sempre...
Estou afastada por falta de tempo mas não me esqueço deste cantinho requintado, que é o seu, feito nosso.
Beijinho
oa.s
há subtis primaveras
a despontar na
epiderme das horas
Muito lindo! Onde tenho andado que só agora li?
Indesculpável a minha falha.
Muito lindo!
Beijinho
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