Trata-se de uma nova revista de poesia que tem como diretora Ana Salomé, investigadora na CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras de Lisboa).
Conforme se pode ler na Carta de Apresentação assinada por José Eduardo Franco, esta publicação nasce do ”amor pelo rasgo”, o que me soa muito bem, logo à partida. A referida carta revela sumariamente as intenções que presidem ao nascimento da Golpe d’Asa, intenções essas que não vou aqui revelar até para aguçar a curiosidade dos interessados, mas não resisto a transcrever alguns segmentos da mesma que me parecem particularmente interessantes:
«Trazer aos escaparates uma nova revista de poesia em tempos de crise parecerá a muitos um verdadeiro ensandecimento. Mas o que é a poesia senão ficar fora de si, ficar acima da razão, nas palavras de António Vieira, cultivando “a arte dos ociosos”, conforme o título poderoso de Herman Hesse. Hoje temos sede do ensandecimento que só a poesia nos pode dar, como “doce-amargo leite do espírito”. A poesia é o melhor remédio para a crise, melhor, para as crises que hoje grassam em vários territórios do humano. A crise maior é mesmo a crise do humano, que se esvazia...»
«As várias tecnologizações do mundo, o domínio do económico sobre o social, da quantidade sobre a qualidade, da matéria sobre o espírito, põem em perigo a continuação da humanidade no homem.»
«Logo, uma revista de poesia no meio da vertigem destes tempos desencontrados é uma chama de revolução. Lugar de resistência e de revolta, de grito e de silêncio, de apelo e de segredo, a poesia continua a ser a arte mais nobre do espírito humano...»
Justos aplausos, evidentemente!

12 comentários:
«A crise maior é mesmo a crise do humano, que se esvazia...»
Que esse "amor pelo rasgo" a leve longe. Seguirei seu voo, pode crer.
a Poesia sempre valerá a pena...!
Particularmente aplaudo ,efusivamente.
Um beijo , querida !
Aplausos querida a você e a revista!
Beijos beijos
Juliana
vida longa e vivas,
beijo
Passando por aqui, para deixar o meu abraço e para desejar um bom fim de semana.
Ah, vida longa para a revista em questão!
O meu aplauso, pela nova revista, por este artigo enfim, pela poesia: felizmente há "ensandecidos"!...
Beijinho
Quicas
recebi o convite da própria ana salomé, mas uma auditoria que me implica diretamente cortou-me as asas e estancou o voo. espero que tenha sido um momento especial e que a revista sobreleve aquilo que crise nenhuma nos pode roubar: o desejo de sermos homens/mulheres-gente!
beijinho!
Gosto muito de poesia e tenho pena de me faltar o tal"golpe de asa"!
Abraço
É sempre boa uma notícia deste género.
Longa vida à revista e para si bom domingo.
Lidia fiquei feliz com sua visita,No encontro das mãos O Verbo é de sua autoria ,né?
Gostaria muitó de fazer uma entrevista sobre este livro de poesias,Aceitas?
Meu outro blog Chá da tarde,tem um espaço Chá de Literatura ,todas as sexta feiras,na postagem está a escritora Carol Sabar,
Convido para visitar este espaço,Aguardo sua resposta,
http://selmaris.blogspot.com/
beijos
Porque a poesia é, e sê-lo-à sempre, uma chama que se acende e ilumina a alma, tornando mais claros os voos possíveis , Golpe d'Asa ( que nome bonito para uma revista de poesia) nasce num tempo certo. Um tempo em que todos nós precisamos de reencontrar a força e a firmeza das asas.
Justos os aplausos, concordo!
Belo texto. Obrigada pela informação. Gosto de revistas de literatura.
Beijinho
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