segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Recusa








Tenho metade das palavras cravadas a um palmo da raiva e outra metade  a um palmo do amor. De todas me ausento. Fico em silêncio no escuro do vento, esta noite.










      Pintura: Daniel Sprick




23 comentários:

vanessa carvalho disse...

Veja, gostei tanto daqui!
Somos metades; ódio, amor,
pedra, pétala de flor.

Vou me perder (e me encontrar)
aqui na tua poesia. Flores.

FlorAlpina disse...

Mas não ficam pela metade as palavras que fazem este grande poema!

Bjs dos Alpes

marlene edir severino disse...

E somos sempre um tanto de cada um...

Importa que tentemos sempre o iquilíbrio entre os dois, num exercício diário e
solitário

Beijo, Lídia!

Jorge disse...

O amor perfeito é a mais bela das frustações, pois está acima do que se pode exprimir.
Charles Chaplin
Bj
J

Mª João C.Martins disse...

Às vezes, tantas vezes, é preciso deixar o silêncio amadurecer as palavras para que elas tenham o tamanho das nossas mãos abertas.

Um beijinho, Lídia
e o meu carinho nas tuas palavras.

Val Cruz disse...

Equilíbrio! Bom ouvir o silêncio, acalma.

Meu carinho.

Rogério G.V. Pereira disse...

Me pergunto o porquê do desencontro
se estou nesse mesmo ponto...
...talvez pelo escuro do vento ou pelo seu silêncio ou por a noite ser densa...

Domingos Barroso disse...

todas as tuas metades
são encantadas
...


Beijo carinhoso.

Celso Mendes disse...

O silêncio e a ausência são direitos de todo ser. E são deles que se alimentam a palavra poética. E são neles que conhecemos a própria alma.

beijo, amiga!

angela disse...

As vezes empata e não ha como exprimir. Triste abismo.
Um feliz e criativo 2012.
beijos

Mateus Medina disse...

Algumas vezes, recolher-se no silêncio é o mais sensato.

Quando a palavra oscila tanto, é melhor medi-la antes de proferi-la. Ou então, faz-se um poema, onde tudo cabe =)

bjos

Unknown disse...

uma metade inteira, uma metade vazia


beijo

Branca disse...

Querida Lídia,

Neste mundo em desvaria andamos todos metade raiva, metade amor. Às veezs a raiva nasce por amor ou mal de nós se não nos indignassemos com as injustiças, por exemplo. No entanto o silêncio entre uma e outra é sempre bom conselheiro.

Beijos na tua alma silenciosa, nesse espaço de tempo onde nascerá um amor-perfeito...

Tua amiga Branca

Lilá(s) disse...

O ideal é o equilibro, e o amor nunca é perfeito...só na imagem.
Bjs

Mona Lisa disse...

Atingiste o equilíbrio...o silêncio te aconselhará!

Bjs.

Mar Arável disse...

Amor perfeito?

Há dias assim

Bj

Nilson Barcelli disse...

Convém decidir...
Belas palavras.
Gostei imenso, querida amiga.
Beijo.

Manuel Veiga disse...

... e o coração balançando!
como pêndulo.

beijo

Graça Sampaio disse...

Muito bonito. E tantas vezes me sinto assim! O poeta é isso mesmo: um vate.

Obrigada.

Isabel disse...

Às vezes é o melhor. Ficar em Silêncio no escuro...

lis disse...

Pensei e a Lilá(s) escreveu - o equilíbrio , sem ele tombamos.
um abraço Lídia

Maria disse...

Tão belo a tão angustiante esta ausência.

Beijo.

Filoxera disse...

Às vezes, sobretudo quando se está a meio caminho entre o amor e a raiva, o silêncio pode ser a opção mais sábia...
Simples e de extrema beleza, o seu post...
Beijinhos.