Uma reprimenda? Um carinho?
Um sorriso?
O que lhes terá ficado
na memória?
Um girassol dourado
delícia para as abelhasum poema envergonhado
ou o sol a tombar das telhas
sobre o girassol dourado
à espera das abelhas?
E a ave que voou da
árvore
e veio pousar num conto
meu?Quem se lembra?
Quem já se esqueceu?
Deve haver outras coisas
que ficaram na memória:as contas de dividir?
Essas não têm história
quem as não sabe, terá de as repetir.
É bom que cedo se tome
o jeito ao repartir.
Quem as não sabe terá de as repetir.
O verbo aprender em todos
os modos,
em todos os tempos,o verbo criar, o verbo construir, o verbo amar...
Viagens de
navegadores,
velhas lendas de
encantar...Rios, serras, mares e mapas
tantos sonhos p’ra sonhar.
Deve haver outras coisas
que ficaram por contar.
Rios, serras, mares e mapas
caminhos p’ra desvendar.
Em tantos dias felizes
a tarde repousa agora. Há canções, risos distantes
e as aves, de ramo em ramo,
são como alegres petizes
a debruar os instantes
de tantos dias felizes.

19 comentários:
Que encantadora, doce poesia,Lidia!! Saudades de te ler! beijos,tudo de bom,chica
Que lindeza de post!
Eu me identifiquei logo.
As lembranças*... Tantas dias felizes!
É tudo de bom ter algo para lembrar, e coincidiu com o meu post; fiquei deslumbrada com a poesia desses versos.
Beijinhos e boa noite pra ti.
Mery*
Bonita homenagem às crianças Lídia!
Pena que muitos mais instantes irão ser derrubados, infelizmente.
Beijinho e uma flor
o brilhozinho no olhar denuncia o tanto que ficou, não apenas da geografia, da geometria e das artes de contar e cantar, mas para além de todo o conhecimento formal. porque todos somos um pedaço do que em nós nasce e outro tanto no que os outros em nós plantaram.
beijinho, lídia!
o que se rememora vem com todos os verbos do sentir,
beijo
Tanta coisa boa da nossa infância que nos ficou na memória e que forma linda de o dizer!
Abraço
E as crianças que nós, adultos, também somos?
Quanto aprendemos dia após dia, minuto a minuto, um aprender sem fim,
Tudo começou em criança
a ver as aves a voar
sem parança
a olhar
a sonhar...
Beijinho
Se não fossem as crianças e os poetas... quem nos faria hoje sorrir?
Bem haja(m)!
Falaste de ti?
ou de mim?
ou de todos nós?
Acho que falaste
da nossa mocidade
e não são versos apenas
e não são só de saudade
São presenças vivas de valores
memórias de sensações
saberes idos
jamais esquecidos
Poema belíssimo as crianças,elas são a coisa mais linda,e os sonhos delas estão a ficar estilhaçados,como asas de gaivota perdida do mar.
beijos e bfs
Belo na verdade
Um dia seremos de novo
crianças
Tão bonito, Lídia! Felizmente posso facilmente rever-me nessa criança. Mas quantas haverá que não têm essa possibilidade! E isso é uma tristeza e uma vergonha para todos nós.
Obrigada. Beijos.
Um poema repletos de girassóis
abelhas zumbindo
ensurdece meu coração
repletos de versos que nos fazem
acreditar que o amor existe
e as tardes são mornas
e dedilhadas nas canções
de tantos pássaros.
Belo poeta.
Luiz Alfredo - poeta
E assim sonhando na memória da criança, vai construindo belos poemas.
Beijos e bom domingo.
Que bonita homenagem às criancinhas!!! :)
Terno poema, onde todos nos podemos rever e sonhar.
beijos
cvb
Dentro dos dias felizes, ficaram sementes a germinar, à espera de asas. Hoje é vê-los voar...
É este o sonho. Sem ele, nada seremos!
Um beijo
Um poema lindíssimo tecido por suaves memórias que o tempo jamais apagará.
A imagem muito bela.
Beijinhos,
Ailime
Do tanto que - nas melhores circunstâncias - se pode aprender na infância, para mais tarde saber voar!
Beijinho, Lídia
Enviar um comentário