terça-feira, 30 de outubro de 2012

Como um círculo que se fecha



                                                                                                                                                       Duy Huynh  

Assim,
às vezes, a palavra fica muito longe
do oiro aceso das searas.
Sigo então pelo caminho dos girassóis
de regresso
à evidência nua da cal, nos muros.

21 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Há sempre uma alternativa! :-))

Abraço

Anónimo disse...

"uma deriva a encalhar o sorriso e a memória desconstruída em ruína e obstinação, algo nos dilui em prostação contagiante por uma bruma de efeito nostálgico.
explorar a natureza da dor sem pranto, descobrir o nexo entre a luz enviesada e o sentido avulso, ousar o silêncio como primeira língua, escavar, escavar o tronco da luz registando os indícios de privação, que um dia alguém fará o gráfico dos desvios.
de olhos fechados caminhamos em círculo. e dentro do círculo todas as rectas formam ângulos letais, mas o infortúnio não é morrer e sim ruminar a morte.
é redonda a curva do destino. e o corpo é só uma fronteira. a densidade da pedra no caminho."

maria josé quintela.
Autora do meu blog preferido.

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

e segues bem...

boa semana.

um beijo

Bípede Falante disse...

de regresso em regresso andamos para frente mesmo sendo para trás.

beijoss :)

Mar Arável disse...


Nos muros escrevemos
em cículo
aguardamos a chuva
para ver como se desmoronam
as palavras

Rogério G.V. Pereira disse...

de regresso
à atenção de quem te venera o verso

Graça Sampaio disse...

Poema em tons de oiro... Tão breve e tão belo mas de final tão duro!

Muito bonito, Lídia!

Beijos

Sandra Subtil disse...

belo!
Beijinho

ana disse...

Muito bonito. Gostei imenso.
Boa tarde!

Lilá(s) disse...

Pequeno mas belo!
Bjs

Manuel Veiga disse...

esvoaçante. como um bailado de palavras belas...

beijos

Graça Pereira disse...

As palavras sabem sempre o seu caminho...ainda que nós, não saibamos o nosso!
Muito intenso.
Beijo
Graça

marlene edir severino disse...

Necessário às vezes
fincar os pés
no chão

mais alçado torna-se
o voo

Beijo!

Duarte disse...

Aqueles campos de Castela,
então cobertos de palha seca,
hoje amarelos, e que giram!
Saudades dum tempo ido...

Sempre senti uma profunda atracção pelas searas douradas.

Como está latente no meu poema "Papoilas".

Pela beleza dos teus versos, o meu abraço de agradecimento

Teresa disse...

Quando as palavras dançam nas pétalas dos girassóis...

Beijinho.

Silenciosamente ouvindo... disse...

As palavras sempre vão conseguindo
furar barreiras...abrir espaços...
produzir ecos...
Bj.
Irene Alves

Emília Simões disse...

Belíssimo poema. Bjs. Ailime

lis disse...

Oi Lídia
Assim ,
como em campos cultivados vais semeando palavras aos seus ceifeiros rs sou um desses... rs
gosto muto também da imagem_ lembra sonhos.
meus abraços de boa noite

Armando Sena disse...

O choque da realidade com a utopia da vontade. Do simples se faz o belo.
Beijos Lídia

AC disse...

Para além da beleza, o que ressalta, Lídia, é a evidência das palavras.

Beijo :)

Branca disse...

Todos os caminhos são de oiro, assim feitos na força das palavras e dos actos.

Belíssimo!

Beijos