Têm pouca
realidade
as aves que
vêm e vão
neste céu anoitecido.
Tarda a morrer
no coração
a luz
discreta e silenciosa
que lhes dá
forma e sentido.
Um poeta não
devia andar sozinho
pelas ruas de
dezembro com
tantas aves na voz.
17 comentários:
Um amante de poemas
não devia andar sozinho
pelas ruas de dezembro
com tantos versos no olhar
E como a "voz" do poeta são seus escritos, quando as aves são soltas, dá nisto...
bjos
Lídia minha querida, não vou comentar, para a magia das tuas palavras não estragar.
Beijinho e uma flor
Belo, belo!
Não comento mais nada com receio de estragar...
Beijinho
Como te compreendo
poeta
O que está perfeito, perfeito está!
Beijinho
Permita-me dizer que ao poeta permite-se tudo. Que a foto do post é linda, e que a do girassol é fantástica. Meu beijo.
Um poeta nunca anda sozinho...
(lindo poema)
Nunca está sozinho, tem sempre a irrealidade das aves... mas gostei muitíssimo.
Maria João
Boa noite, Lídia!Muito lindo seu poema.E seu blog também.
Um poeta com tantas vozes,pode acabar abafando a sua(dele)voz.
Seus últimos versos me levaram a René Char que diz: "O poeta deve deixar traços de sua passagem,não provas.Só os traços fazem sonhar".
E.T.
Lídia,fico grata por sua gentil e carinhosa visita ao meu blog.
Leticia e eu agradecemos a cestinha de felicidades e os beijos. Estou aqui pra deixar uma pra você também.:)
Um beijo e seja bem-vinda!
E, no entanto, Dezembro pode ser o ninho onde se abrigam todos os voos ainda por acontecer.:)
Um beijinho, Lídia.
Poesia é a própria vida
Ora ritmada ora sem rumo
Esta luz coada e sentida
Este dezembro em fumo
Um abraço
É ver com os olhos livres Lídia
que faz das suas palavras o lirismo que nos encanta.
E como dizem que 'a vida está nos olhos de quem souber ver' venho vê-la sempre com muito prazer,e demoro-me por aqui ,rs
meu abraço
Mas gosto dessas aves na voz...!
um poeta nunca devia andar sozinho em nenhum mês do ano...
um beijo
;)
Ou devia? Creio que sim para poetar aqui.
Beijos,
A ternura da última estrofe é imensa e leve!
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