quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Têm pouca realidade






Têm pouca realidade
as aves que vêm e vão
neste céu anoitecido.
Tarda a morrer no coração
a luz discreta e silenciosa
que lhes dá forma e sentido.

Um poeta não devia andar sozinho
pelas ruas de dezembro com
tantas aves na voz.





                                                               


17 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Um amante de poemas
não devia andar sozinho
pelas ruas de dezembro
com tantos versos no olhar

Mateus Medina disse...

E como a "voz" do poeta são seus escritos, quando as aves são soltas, dá nisto...

bjos

Flor de Jasmim disse...

Lídia minha querida, não vou comentar, para a magia das tuas palavras não estragar.

Beijinho e uma flor

Sandra Subtil disse...

Belo, belo!
Não comento mais nada com receio de estragar...
Beijinho

Mar Arável disse...

Como te compreendo

poeta

lino disse...

O que está perfeito, perfeito está!
Beijinho

Jota Effe Esse disse...

Permita-me dizer que ao poeta permite-se tudo. Que a foto do post é linda, e que a do girassol é fantástica. Meu beijo.

Rosa Carioca disse...

Um poeta nunca anda sozinho...
(lindo poema)

Maria João Brito de Sousa disse...

Nunca está sozinho, tem sempre a irrealidade das aves... mas gostei muitíssimo.

Maria João

Lau Milesi disse...

Boa noite, Lídia!Muito lindo seu poema.E seu blog também.
Um poeta com tantas vozes,pode acabar abafando a sua(dele)voz.

Seus últimos versos me levaram a René Char que diz: "O poeta deve deixar traços de sua passagem,não provas.Só os traços fazem sonhar".

E.T.
Lídia,fico grata por sua gentil e carinhosa visita ao meu blog.
Leticia e eu agradecemos a cestinha de felicidades e os beijos. Estou aqui pra deixar uma pra você também.:)

Um beijo e seja bem-vinda!

Mª João C.Martins disse...


E, no entanto, Dezembro pode ser o ninho onde se abrigam todos os voos ainda por acontecer.:)

Um beijinho, Lídia.

a d´almeida nunes disse...

Poesia é a própria vida
Ora ritmada ora sem rumo
Esta luz coada e sentida
Este dezembro em fumo

Um abraço

lis disse...

É ver com os olhos livres Lídia
que faz das suas palavras o lirismo que nos encanta.
E como dizem que 'a vida está nos olhos de quem souber ver' venho vê-la sempre com muito prazer,e demoro-me por aqui ,rs
meu abraço

Isa Lisboa disse...

Mas gosto dessas aves na voz...!

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

um poeta nunca devia andar sozinho em nenhum mês do ano...

um beijo

;)

Unknown disse...

Ou devia? Creio que sim para poetar aqui.

Beijos,

Graça Sampaio disse...

A ternura da última estrofe é imensa e leve!