quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Nem sempre, as aves...





As aves... 
Vãs promessas  
no meio 
da sombra que 
na tarde 
cresce.

Só o silêncio
arde 
no azul 
gélido 
que a veste.









Pintura: Adélio Sarro



14 comentários:

Primeira Pessoa disse...

vulto de ave em pleno voo.
ave-sombra.
ave, ave!

Dilmar Gomes disse...

Bonita pintura, lindo poema lírico.
Um abraço. Tenhas uma linda noite.

lino disse...

Lindo poema!
Um beijo

chica disse...

LINDO!!!beijos praianos,chica

Flor de Jasmim disse...

um silêncio que está a ser doloroso de ouvirnas vãs promessas.

beijinho e uma flor

Manuel Veiga disse...

frementes os silêncios que ardem...

"enorme" poema, na sua densidade...

gostei. deveras!

beijo

Rogério G.V. Pereira disse...

Fala-me do quase sempre das aves...
De como elas rompem o silêncio.

Armando Sena disse...

...nestas letras que nos embalam.
bjs

Mar Arável disse...

Nem todas as aves sabem voar

Mateus Medina disse...

É que o zunido das asas, muitas vezes, fazem parte do silêncio...

beijos

rosa-branca disse...

ÁS vezes até as palavras nos embalam a saudade e a solidão que teimam em viver...lindo querida amiga. Beijos com carinho

Isabel disse...

Muito bonito.
E a pintura escolhida é igualmente bela.
Bom fim-de-semana!

Mª João C.Martins disse...


Há, no entanto, outros azuis que aguardam a coragem das asas.

Um beijinho

Graça Sampaio disse...

Gosto especialmente da imagem do «azul gélido» - é cortante, mas belo.

Beijos azuis (mas não gélido...)