domingo, 17 de março de 2013

Estrada de Fogo

                                                                                                                        Imagem net s/ ind. de autoria


Pedra a pedra a estrada antiga 
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;

encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto

seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.
Fiama Hasse Pais Brandão,
in Três Rostos - Ecos


8 comentários:

Ana Tapadas disse...

Uma poetisa de excelência. Tantas vezes esquecida. Muito bom lê-la aqui.

Beijinho

Rogério G.V. Pereira disse...

Por vezes, na mingua dos dias
julgo que conheço todos os poetas do mundo. E conheço. Mas há tantos de que me esqueço... lembrar também é uma função certa, que tanto (te) agradeço

Obrigado por esta "Estrada"

chica disse...

Lindo,Lígia!belo e profundo poema! Linda semana,beijos,chica

São disse...

Agradeço este belo início de semana. proporcionado por este belissimo post com acompanhamento musical à altura.

Bem haja!

Unknown disse...

os pés se queimam em epifania: trilha ardente



beijo

Nilson Barcelli disse...

Os teus poemas são uma estrada onde nos perdemos encantados perante a excelência das tuas palavras.
Este poema é um flagrante exemplo disso mesmo.
Gostei muito, obviamente...
Lídia, minha querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.

A Palavra Mágica disse...

Um poema nostálgico e belo desta poetisa que eu não conhecia. Vou procurar mais dela.

Beijos!
Alcides

Manuel Veiga disse...

na vibração dos passos - ao revés dos dias...

beijo