para além do andado neste percurso infinito.
Este pensamento, como um tónico revigorante
causa uma reação física
que sinto correr na pele como um calafrio alegre.
Aconchego-me,
emendo a posição do corpo na cadeira e reabro o livro.
Sigo no meu cavalo alado pelo verde vale da fruição
e do encantamento.
e do encantamento.
No alforge que veste o meu Rocinante
há alimento bastante
há alimento bastante
para saciar carecimentos até ao fim da viagem,
umas dezenas de páginas adiante
ou mais além, no sol poente
umas dezenas de páginas adiante
ou mais além, no sol poente
onde chegarei
um pouco mais o que sou ou serei
um pouco menos o que ainda há pouco era.
Giuseppe Arcimboldo
um pouco menos o que ainda há pouco era.
Giuseppe Arcimboldo

9 comentários:
Que bela homenagem ao Livro!
Abraço
Olá Lídia,
Há sempre mais um passo a dar. Mas o tempo é limitado e seremos sempre menos que já fomos.
Beijinho
Chegaremos sempre carregados de ideais, que o Rocinante nos há de levar adiante.
Beijo
Laura
Sempre em frente, tendo a coragem por companhia.
Beijos.
Infinitos desenhados
no chão que pisamos
são pássaros
que ainda não voaram
Profundo Lídia!
beijinho e uma flor
Chegarás, um pouco mais do que serás
:))
Um pouco mais,
um pouco menos,
do que eu era,
do que eu sou.
esta equação que não se resolve enquanto há vida,
beijo
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