Jeff Larson
um extenso azul de ninguém. sem fim.
lugar de nadas, fonte
apenas, tanto!
e a descrença natural no
não sentido
a inverdade do racional [izado].
a palavra nua e solta
em bulício no
cérebro. em volta
revoadas de gestos na mão que
escreve
dolorosamente.
cansam-me a intimação das vozes
e os adivinhos dos tempos
modernos.
não conseguirão levar-me a vestir esse uniforme
mal alinhavado de um “dever ser” insano e injusto. descansem.
desacreditam-se a si próprios os vesgos que se
crêem
luzimentos, amplitudes e
claridades
em frente de espelhos mágicos cujo reflexo
se desenha em contornos difusos e dissimulados.
falarei aos peixes, talvez
mas não serei eu a tecer-lhes teias ardilosas
para ver se caem ou não, no engodo envenenado.

10 comentários:
Te ler é mágico.lindas palavras que saem tão bem de ti! beijos,chica
podemos pagar um alta fatura por sermos fieis a nós mesmos, ainda assim vale a pena
beijinho
"Um extenso azul de ninguém" é uma imagem linda condizente com o fundo musical, de facto.
Bom resto de domingo
Precioso, demais!!!
Beijos.
«não conseguirão levar-me a vestir esse uniforme»... a mim também não, Lídia!
(Como sempre) muito bem descrito!
Beijos, ó revolucionária!
o azul!
sempre!
seja mar ou céu ou tão somente o POEMA.
muito bom
Beijos
:)
Bonita construção poética...
beijo
Os adivinhos são doutores, dizem. Sabem tudo como uma precisão que vai sendo reajustada de acordo com as conveniências.
Bjos
não é fácil vestir uniformes que nos apertam, sufocam-nos, estrangulando-nos as veias de um sangue que não queremos envenenado.
Boa semana Lídia
beijinho e uma flor
Há poemas que não se comentam
Apenas, solidários, os subscrevemos
Enviar um comentário